A HISTÓRIA QUE EU SEI (XXXVII)

A morte do vice-prefeito
Mais uma vez, repetia-se a “síndrome do vice-prefeito” Quase às vésperas de o Prefeito Salgot Castillon licenciar-se para ser candidato a deputado estadual, em 1962, morria o vice-prefeito João Batista Vizioli. Eleitos por uma coligação, Salgot e Vizioli tinham bom relacionamento pessoal e político que, no entanto, foi-se esfriando com o tempo. A oposição que os vereadores Antônio e Mário Stolf e Oscar Manoel Schiavon – todos eles parentes de vice-prefeito João Vizioli – mantinham contra a administração municipal acabou repercutindo em Vizioli, cujas relações com o prefeito eram cordiais e amistosas. Por outro lado, o “guidotismo”, diante da possibilidade do licenciamento de Salgot Castil10n para candidatar-se a deputado estadual, procurava atrair o vice-prefeito para o seu grupo. Na realidade, Luciano Guidotti estava preparando o seu retomo à Prefeitura, sem que o confirmasse oficialmente.

Mas o vice-prefeito João Batista Vizioli, acometido de grave enfermidade, veio a falecer, quando mais a oposição acusava Salgot Castillon de administrar o município de “maneira demagógica e populista”. Na Presidência da Câmara Municipal, estava o vereador Manoel Rodrigues Lourenço – um professor, pintor, foJclorista – que tinha sido eleito pela UDN. Em caso de licença do prefeito – no caso de Salgot Castillon, para candidatar-se a deputado estadual – seria Manoel Rodrigues Lourenço, em virtude do falecimento do vice-prefeito, quem assumiria a Prefeitura.

Pela Constituição de 1946, então em vigor, a situação era a seguinte: se houvesse vacância do cargo de Prefeito e o vice não pudesse assumir, haveria novas eleições se isso ocorresse nos dois primeiros anos do mandato. Ocorrendo nos dois anos finais, assumiria, provisoriamente, o Presidente da Câmara e, então, o próprio Legislativo elegeria o novo Prefeito que não precisaria ser, necessariamente, um vereador. E foi o que ocorreu em Piracicaba.

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