Quermesses e donativos erguem a Catedral (Final)

Piracicaba conhecia as pequenas e tímidas quermesses de paróquias. Com d. Ernesto de Paula, elas movimentaram a cidade, criando forte emulação em famílias e associações religiosas. Foram elas que dinamizaram os primeiros tempos da construção, além de doações que o comércio, a indústria e fiéis passaram a dar.

No dia 13 de junho de 1946, Dia de Santo Antônio, lançou-se e benzeu-se a pedra fundamental. No dia 5 de outubro de 1947, em presença de autoridades e populares, deu-se a bênção dos alicerces. Em 1948, no 13 de junho, foi celebrada a primeira missa na catedral ainda em construção. E um ano depois, ainda na data do padroeiro, inaugurava-se o piso da capela-mor.

O ritmo dos trabalhos continuou incessante. No dia 27 de novembro de 1949, d. Ernesto benzia a primeira telha e, no dia de Natal daquele ano, inaugurava-se o telhado da Catedral. Os sinos da antiga Matriz de Santo Antônio, três dias antes, no dia 22, foram colocados provisoriamente na Igreja-mãe.

1950: a conclusão

Desde o dia 9 de abril de 1950, as missas dominicais e de dias santificados – das 8h e das 10h – passaram a ser celebradas na catedral em construção, os fiéis lotando as dependências do templo. Para a data de Santo Antônio não passar em branco, d. Ernesto, naquele 13 de junho, benzeu os vitrais das naves laterais, pintados com cenas da vida de Santo Antônio.

Em julho, o bispo viajou a Roma, entrevistando-se com o Papa Pio 12 e trazendo a notícia da concessão do título pontifício de “Protonatário” ao monsenhor Manuel Francisco Rosa, o primeiro Cura da Catedral. ( Ao seu falecimento, foi substituído pelo monsenhor José Conceição Paixão (1956/57). Em seqüência, foram curas monsenhor Francisco Mutschelle (1957/69), o padre José Maria de Almeida e, desde 16 de dezembro de 1976, o padre Otto Dana)

O velho e querido vigário iria comemorar o jubileu de ouro de ordenação sacerdotal, 50 anos de serviços prestados à comunidade e à igreja. Seria em 22 de dezembro de 1950. E d. Ernesto tomara a decisão: nesse mesmo dia, seria oficialmente inaugurada a Catedral de Santo Antônio da Diocese de Piracicaba.

As festividades iniciaram-se no dia 7 de dezembro, com a inauguração do altar mor, da mesa da comunhão, do forro da capela mor e dos vitrais da nave central da nova Catedral. No dia 22, celebrou-se o jubileu de ouro de Monsenhor Rosa, reservando-se a solenidade oficial para o dia 27 de dezembro.

A solene inauguração

Na realidade, a Catedral estava incompleta. Ainda hoje, faltam detalhes do projeto original. No dia da inauguração oficial, não estavam construídas as torres, frustrando, em parte, a alegria do bispo Ernesto de Paula. Em menos de cinco anos, ele conseguira o que poucos acreditaram: edificar uma nova igreja.

O povo exultou e, ao lado do clero diocesano e de outras dioceses, viu a inauguração ser prestigiada pela presença de outros bispos: d. Paulo de Tarso Campos ( Campinas), d. José Carlos Aguirre (Sorocaba),d. Francisco Borja do Amaral (Taubaté), d. Paulo Pedrosa, abade do Mosteiro de São Bento. Esteve presente o governador de São Paulo, Adhemar de Barros.

D. Ernesto de Paula inaugurou a capela do Santíssimo Sacramento, no dia 22 de março de 1951. Nas festividades de Santo Antônio, em 13 de junho de 1952, as portas, o forro da nave central e dois grandes candelabros de prata. E, em 1º de agosto do mesmo ano, o revestimento das colunas e os lustres das arcadas.

As torres foram entregues no dia 13 de março de 1958, a bênção presidida pelo cardeal arcebispo de São Paulo, d. Carlos Carmelo de Vasconcellos Motta, estando presentes também o presidente Juscelino Kubitschek e o governador de São Paulo, Jânio Quadros. O presidente viera a Piracicaba paraninfar a turma da Esalq.

A sagração da Catedral de Santo Antônio deu-se no bispado de d. Aníger Melilo, no dia 17 de junho de 1962, oficiada pelo Núncio Apostólico, D.Armando Lombardi.

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