USP: diamantes para o mundo

Poxa! A USP chega ao Jubileu de Diamante e não poderia me silenciar diante de uma universidade que umbilicalmente guarda laços afetivos e familiares, enraizados em nossa mãe: a ESALQ. A história de minha família é escrita com penas agraciadas pela USP.

Minha família viveu e vivencia a trajetória vitoriosa de nossa ESALQ e, por extensão, a caminhada gloriosa de nossa USP, símbolo universitário renomado e reconhecido internacionalmente. Começou com meu pai, Antonio Rodrigues, formado em 1935, grande líder rural que foi Secretário da Agricultura e Vice-Governador do Estado de São Paulo; minha tia Victoria Rossetti, turma de 1939, primeira mulher formada na ESALQ, pesquisadora emérita e reconhecida internacionalmente pela sua vocação científica no Instituto Biológico; outros dois irmãos da minha mãe, Sérgio Rossetti e Paulo Rossetti; um irmão do meu pai, Joaquim Bento e um cunhado dele, Delfino, também se graduaram pela ESALQ; incontáveis primos, entre os quais Arnaldo Rodrigues, Caio Carvalho, Marcelo Correia, Rubens Araújo Dias, Pérsio Junqueira, Oscar Figueiredo, Valdomiro Lessa, entre muitos outros foram esalqueanos; minha mulher Eloisa, graduada em 1964; eu, em 1965; meus filhos Paulo em 1989 e Rodrigo em 1997; e minha nora Raquel em 1998, todos “esalqueanos de alma” e uspeanos de coração.

A felicidade desta comemoração é incontida pelo que representou e vem representando em minha caminhada profissional. É obvio que na ESALQ/USP, vivi os melhores anos da minha vida: nela construí as amizades definitivas e aprendi os bons caminhos a trilhar. Minha vida é a agricultura, o agronegócio e todas as atividades ligadas à ciências agrárias e as ciências sociais aplicadas. Em todas as posições que ocupei, jamais deixei de ter ao meu lado, compartilhando problemas e soluções, como assessores leais, competentes e cidadãos, colegas e amigos egressos da ESALQ e da USP, registro da total confiança na formação e educação dos filhos desta Universidade.

O gratificante nesta jornada mundial é o orgulho de em cada apresentação ou representação o registro inicial “Engenheiro Agrônomo, formado na ESCOLA SUPERIOR DE AGRICULTURA LUIZ DE QUEIROZ da UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO”. E, basta. Não é preciso mais nada.

Como é confortante e gratificante ver a atuação progressista dos egressos das unidades de ensino e de pesquisa da USP nas áreas de ciências agrárias, biológicas e tecnológicas impulsionando o agronegócio brasileiro, responsável nos dias de hoje por 28% do Produto Interno Bruto (PIB) do país, por 37% da população economicamente ativa na geração de emprego, por 36% das exportações e por 124% do saldo de nossa balança comercial. E, como é mais gratificante ainda, ver na cadeia produtiva agroalimentar do país, desde a prancheta do pesquisador científico, ponto inicial do “antes da porteira”, até o ponto terminal na gôndola do supermercado (ponto final do “pós porteira”), a atuação efetiva e produtiva dos egressos de nossa universidade, responsáveis em boa parte pelo crescimento e desenvolvimento socioeconômico e ambiental do Brasil.

Nas andanças pelo mundo, há que considerar o orgulho que carrega o egresso da USP, que não se furta de “boca cheia” expressar sua origem acadêmica. E, a universidade com certeza, pode se vangloriar de que ao longo de seus 75 anos, por analogia ao jubileu, vem lapidando brilhantes para o mundo.

Roberto Rodrigues

Engenheiro Agrônomo – Turma 1965 e Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento de 2003 a 2006.

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