Benedicto Dutra Teixeira

Benedicto Dutra Teixeira ou Benedicto Dutra dono de uma assinatura (autógrafo) musical.

Acho que o conheci em a “Gazeta de Piracicaba”, quando aí foi o seu tipógrafo.

Já era violinista, orfeonista. Promoção de Fabiano Rodrigues Lozano ao “Serviço de Canto Orfeônico e Coral”, do apartamento de Educação, da SE. Ele assumiu a Cadeira de Musica, da Escola Normal Oficial de Piracicaba. Mas aí não se aposentou.

Fui aluno no Assunção (33), no Normal em (39/41). Fomos colegas no Conselho Superior do Conservatório Dramático e Musical de Piaba. Ele presidente; eu secretário-executivo. Estivemos também na Comissão do Monumento a Mário Dedini na mesma situação.

Compôs muito. Sobretudo letras de Elias de Mello Ayres e temas e temas dos livros de Thales Castanho de Andrade.

Deu continuidade ao Canto pioneirizado por Fabiano Lozano. Foi o regente mais severo que conheci na Orquestra Piracicabana. Extraordinariamente organizado.

Orquestrador, arranjador, solista, à aposentadoria de Fabiano Lozano foi substituí-lo em São Paulo.

Apresentou a sua Orquestra por uma cinquentena de vezes em nossa cidade. Em 1958, em Itu, ela inaugurou a Faculdade Patrocínio de Filosofia, Ciências e Letras.

Em todas as formaturas da Escola Normal Livre “N.S. Fundador da Sociedade de D’ Assunção” e/ou da Escola Normal Oficial de Piracicaba apresentava a Orquestra e/ou os respectivos Orfeãos.

À inauguração do Teatro São José, por duas vezes, foi o “spalla” da Orquestra, regida por Fabiano Lozano.

Pertenceu a todos os quintetos, sextetos, octetos de cordas e/ou mistos, que atuaram nas sacadas do “Polytheama”, do São José, quando cinema “calado”.

Formava ao lado de Leandro Guerrini, Jayme Rocha de Almeida, José Vizioli, João Baptista Vizioli, Erotides de Campos, Carlos Brasil Rense Pinto, João Pettermann, Belmácio Pousa Godinho, José Pousa Toledo (“Tutu”), Olênio Arruda Veiga, Rossini Rolim Dutra, Rozany de Barros Jorge etc.

Fundador da Sociedade de Cultura Artística de Piracicaba (1925) foi o seu diretor artístico até 1952, alcançando, então, mais de 300 Saráus.

Casado com Dona “Tudinha” foi o par mais unissono que vi.

A foto é da herma apontada. Trabalho do escultor Luiz Morrone.

Benedicto Dutra fazia exercício com charadas, publicando-as na “Folha de São Paulo”, por muitos anos.

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