Carlos Brasiliense

Eis outro grande esquecido dos piracicabanos, nestes nossos tempos. Carlos Brasiliense foi um dos mais completos músicos piracicabanos. Nasceu no dia 1º de novembro de 1894, filho de Henrique Brasiliense e de Laura Kiehl Brasiliense. Foi, antes de mais nada, um autodidata, que se deixou levar por uma profunda vocação musical. Todos os musicistas de sua época não hesitaram em chamá-lo de “Maestro Carlos Brasiliense”, ou como dele dizia Leandro Gerrini: “perfeito no solfejo rítmico, no solfejo tonal. Leitura de primeira vista, escola antiga, cheia de graça, de técnica, de vivacidade.”

O Maestro Carlos Brasiliense dirigiu a orquestra do Iris Teatre, que tocava no Cine Iris, depois Politeama. Casou com Melita Brasiliense, mulher que se impôs por seu talento artistico e grande senso de caridade. Carlos e Melita não tiveram filhos, mas adotaram algumas crianças. Um de seus filhos adotivos, Anselmo, foi assassinado, num crime até hoje não desvendado.

Carlos Brasiliense foi o primeiro a colocar em pauta a música “Piracicaba”, de Newton de Mello, hino de nossa cidade. Tocava violino, rabecão, “cello”, viola, na Orquestra Piracicabana – orquestra que foi um dos marcos de nossa cidade – dirigida por Fabiano Lozano e, depois, por Benedito Dutra Teixeira.

Carlos Brasiliense faleceu no dia 16 de junho de 1953. Piracicaba começava a romper com seu passado. Carlos Brasiliense, ao morrer, já tinha sido esquecido.

Deixe um comentário