Walkiria Fabris, “lenda e realidade”

O repórter, redator do texto, foi Hélio Furlan, com colaboração de J. Morais. E as fotos, de Paulo Ribeiro da Silva Sobrinho. A garota da capa, Walkiria Fabris, já transformada em mito da beleza piracicabana. Basta uns trechos do texto de Hélio Furlan para se dar conta do embasbacamento (ou assanhamento) do jornalista:

“Quando nos disseram o nome (Walkiria), a imaginação logo nos transportou ao país das lendas escandinavas. Revimos as mensageiras de Odin ou Vótan, o Deus que era o princípio de todas as coisas, da eloquência, da sabedoria, da poesia. Revimos essas Valquírias lendárias, marchando à frente dos guerreiros. (….) enquanto íamos ao encontro dessa lenda feita realidade, a Walkíria Fabris, um “broto” piracicabano de 15 anos e já fazendo sonhar muitos guerreiros do amor.”

E prosseguia, amalucado: “Uma beleza que se não descreve só pelos seus encantos do presente, mas pelas seguras promessas de esplendor que esses encantos atingirão em futuro mui próximo. A jovem Walkiria é um todo harmônico, moral e intelectual, de rara e agradável perfeição. Desde as linhas corretas e suaves do corpo, até os detalhes mais responsáveis por sua beleza de mulher – os olhos e os cabelos, a boca e os dentes, a tez e as mãos – tudo nela surge de molde a torná-la quase uma lenda.”

Dizer mais o quê, diante da loucura dos repórteres diante da Walkiria que, literalmente, endoidou a juventude piracicabana? Explica-se, pois, porque Walkiria é personagem eterna também no “Dicionário do Dialeto Caipiracicabano”, que o autor não é nada bobo, uai.

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1 comentário

  1. Eugênio bassega em 08/07/2021 às 06:33

    Que falta faz um corretor ou um bom professor.

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