Amamentação é forte aliada do desenvolvimento sustentável

A Santa Casa de Piracicaba realiza no dia 5 de agosto, a partir das 13h, no Salão de Convenções do Hospital, a Semana Mundial de Aleitamento Materno (SMAM), que este ano traz um tema amplo e que vem ao encontro com a situação atual do mundo: o desenvolvimento sustentável.  O tema criado pela WABA (Aliança Mundial para Ações em Amamentação) é “Amamentação: presente saudável, futuro sustentável” em que associou os 17 objetivos de Desenvolvimento Sustentável adotados em setembro de 2015, pela Cúpula das Nações Unidas.

O evento contará com palestras e atividades direcionadas à amamentação. A participação é gratuita, e as inscrições vão até dia 30 de julho pelos telefones 3417 5008 ou 3417 5171. Os participantes estão convidamos a trazer fraldas RN ou P, ou produtos de higiene pessoal que serão destinados a pacientes carentes da própria instituição.

Para a coordenadora da Maternidade e do Centro Obstétrico da Santa Casa e organizadora do evento, Patrícia Cazzonatto, a semana mundial tem como proposta difundir em todo planeta que amamentar é reduzir morbidades, mortalidade, desigualdades, violência, danos ambientais. “Amamentar é promover a vida e a saúde e melhorar sua qualidade, é intensificar as relações sociais, é um resgate cultural da condição humana, é segurança alimentar e nutricional, é reduzir impactos ambientais, é sustentável”, enfatiza.

Segundo a WABA, o desenvolvimento sustentável é aquele que satisfaz as necessidades do presente sem comprometer a capacidade das gerações futuras terem as suas próprias necessidades satisfeitas. O aleitamento materno é a chave para o desenvolvimento sustentável. Isto é particularmente através das ligações entre segurança alimentar e nutricional e o aleitamento; saúde, desenvolvimento e sobrevivência; alcançar potencial educativo completo e produtividade econômica e o fato de que a amamentação é um método ambientalmente sustentável de alimentar em comparação com as alternativas.

Entre os pontos a serem observados no tema deste ano é que de a amamentação está inserida nos 17 objetivos elencados entre eles a erradicação da pobreza, da forme, saúde de qualidade, educação de qualidade, e assim por diante. O leite materno é o alimento mais acessível (não tem custo e está próximo),seguro (não necessita de fabricação/envase/preparo/transporte), completo (é espécie específico) e oportuno (está disponível no tempo certo, na quantidade adequada, com incontáveis vantagens) para bebês e crianças pequenas em qualquer situação socioeconômica, em qualquer lugar do mundo.

Um dos exemplos usados para difundir a importância do aleitamento materno é que a cada ano nascem no mundo 77 milhões de bebês. Se não existir a amamentação, nos primeiros seis meses, seriam gastos R$ 44,7 bilhões em leite fluido ou R$ 142,3 bilhões em fórmulas. Ou seja, uma família que sobrevive com um salário de R$ 880 teria que gastar por mês R$ 97 em leite fluído ou R$ 308 em fórmula. Além do fator econômico é comprovado que bebês não amamentados adoecem 68 vezes mais que os alimentados com leite materno.

“Dessa forma, o aleitamento materno cabe praticamente em cada um dos objetivos, de forma direta ou indireta, pois para que haja a erradicação da pobreza é crucial a garantia do direito humano à alimentação adequada. O alimento deve ser acessível, de qualidade, seguro e oportuno. Sem alimento nestas condições não há como crescer, estudar e trabalhar, tampouco sobreviver. Aleitamento materno como chave para o desenvolvimento sustentável”, salienta Patrícia.

 

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