Espetáculo de 35 anos da Cisne Negro abre PiraDança

A Cisne Negro Cia. de Dança vai abrir oficialmente o 3º PiraDança (Festival de Dança de Piracicaba) na quarta-feira (10), às 20h, no Teatro Municipal Dr. Losso Netto, com coreografias que marcaram época na sua trajetória de 35 anos. Realizado pela Secretaria da Ação Cultural e pelo Jornal de Piracicaba, o evento segue até o dia 14 com entrada gratuita.

Para a secretária da Ação Cultural, Rosângela Camolese, a vinda da Cisne Negro Cia. de Dança demonstra a credibilidade que o Festival ganhou a cada edição. “Essa conquista é especial porque a Cisne Negro possui a mesma filosofia que o PiraDança, que é a de formar plateias”, diz Rosângela.

Criado em 2010 para fomentar e difundir a dança no estado de São Paulo, o PiraDança tem entre os seus objetivos promover o intercâmbio entre os bailarinos, companhias, escolas e público, além de possibilitar a circulação de vários segmentos da dança.

Para a apresentação da Cisne Negro foram selecionadas as coreografias Cherché, Trouvé, Perdú (Procurar, Encontrar e Perder), produzida em 2002 por Patrick Delcroix; Shogun, criada em 1990 por Ivonice Satie (in memorian); e Bailantas, da gaúcha Ana Mondini. A trilha musical é de Gilberto Monteiro.

Em Cherché, Trouvé, Perdú (Procurar, Encontrar e Perder), Patrick Delcroix, demonstra, pela dança, que as pessoas procuram, encontram e perdem. E, na coreografia, de 2002, ele decide perder e explica que a perda é intencional, não há tristeza, apenas uma profusão de sentimentos explorada em cada movimento.

Já em Shogun, de Ivonice Satie (in memorian), é apresentada a coreografia criada, em 1990, em homenagem a seu avô, Mitsugui Yoshimatsu Sensei, que a ensinou a técnica Iaidô/Shinto-Ryo, uma arte marcial que propõe moldar mente, corpo e espírito, numa relação de grande importância entre mestre e discípulo.

E, durante 21 minutos, é a vez de Bailantas, da gaúcha Ana Mondini, que afirma que a coreografia é uma leitura subjetiva da dança folclórica do sul do Brasil. A trilha musical é de Gilberto Monteiro.

Dirigida por Hulda Bittencourt e sua filha, a coreógrafa Dany Bittencourt, a Cisne Negro é reconhecida e premiada dentro e fora do Brasil por sua dança contemporânea e de grande qualidade técnica e artística. Em abril deste ano, a companhia esteve em Bogotá, na Colômbia, a convite do Ministério das Relações Exteriores, para se apresentar na Feira Internacional do Livro.

Faz parte do currículo da Cisne Negro a Outorga Ordem do Ipiranga, uma das principais honrarias do Governo do Estado de São Paulo, e o Prêmio APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte).

A programação do PiraDança 2012 terá ainda Márcia Jaqueline e Denis Vieira, solistas do Theatro Municipal do Rio de Janeiro (dia 11), Luiz Arrieta (dia 12), Flamenco Brasil Raies (13) e Quasar Cia de Dança (14).

3º PiraDança, de 10 a 14 de outubro, no Teatro Municipal Dr. Losso Netto (avenida Independência, 277, Centro). Os ingressos são gratuitos e podem ser retirados com duas horas de antecedência. Mais informações: (19) 3433-4952 e no site www.piraprodanca.com.br.

Deixe um comentário