O Presidente Operário e o saber.

Não há qualquer receita para se gostar de alguém ou, em política, para conseguir partidários. Isso acontece. Há pessoas que nada precisam fazer para serem ou amadas ou odiadas. Sem motivo algum. E se motivo houver, amor e ódio exacerbam-se. Com o Presidente Lula, acontece o mesmo. É amado, já se provou, por milhões de brasileiros que nele confiam. E detestado por também milhões, menos é verdade, que nele não confiam. Mas é impossível deixar de perceber os fatos como eles realmente são.

Ora, é tocante ouvir, de um Presidente-Operário, que o Brasil irá entrar no “século do saber, do conhecimento.” Pois, pelo governo do país, passaram bacharéis e doutores, sem que nenhum deles tivesse feito proposta tão ampla, tão visionária, tão alvissareira e tão esperada. A educação brasileira é causa principal de nosso subdesenvolvimento em todos os tempos e em todos os sentidos. Especialmente em tempos novos, onde o conhecimento será ainda mais importante do que foi no passado – quando a mão de obra era, literalmente, o mais necessário para o país- pois são campos abertos por novas e revolucionárias tecnologias que precisarão de cérebros e de inteligências. Veja-se, apenas “en passant”, o que ocorre na China, Coréia do Sul, Índia, para citar apenas poucos dos diversos países em expansão. O desenvolvimento econômico foi antecedido pelo investimento na educação.

Será, sim, o século do conhecimento também para o Brasil, não importa, por enquanto, se os desejos do Presidente Lula vierem a se concretizar, pois os obstáculos são imensos. Mas o conhecimento chegará, o saber tornar-se-á mais acessível ao povo, ainda que de forma lenta, gradual, mas segura, como diria o velho Ernesto Geisel que, pelo menos nisso, tinha razão. O problema é que o Brasil tem pressa e é o povo brasileiro o que mais se mobiliza por essa aceleração do desenvolvimento, agora cada vez mais distante dos empecilhos políticos. Debaixo para cima, o povo pressionou, os políticos cedem e Lula tem o cacife necessário para se impor: a predileção e a confiança do povo.

Como será, não se sabe. Como não se sabia quanto a iniciativa do Bolsa-Família influiria na economia brasileira. O fato de o Presidente-Operário ter escolhido como opção principal do desenvolvimento brasileiro a educação, o conhecimento, o saber – mais do que auspicioso, isso é semente de esperança. Pena que, em Piracicaba, responsáveis por uma das mais revolucionárias universidades deste país – revolucionária em sua filosofia de educação, em sua estrutura organizacional – estejam querendo ir na contramão dessa nova história brasileira, acreditando em modelos superados de grupos apenas mercantilistas.

O Presidente-Operário foi magnífico ao dizer que, no Brasil, a hora é do mérito, não de elites com fortunas ou apenas com nomes de família. Isso vale, também, para escolas e universidades.

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