O que “pega e não pega” na Unimep.

(Este comentário foi postado às 16h36, conforme registrado no próprio site de A Província. Até aquela altura, o diretor geral Davi Barros tinha anunciado que cursos não seriam mais oferecidos por escassez de alunos. Por volta das 18h, surgiu a nova informação: Davi Barros, mostrando não mais saber para onde ir, anulou a sua decisão anterior e ficou decidido que cada unidade decidirá pelos cursos a serem oferecidos. A desordem é total na Unimep e se tornou ainda mais evidente que Davi Barros leva a instituição para a desmoralização final, com a agora imperdoável conivência da cúpula da Igreja Metodista que não pode mais ser justificada por ignorância ou falta de informação. A nova mudança de Davi Barros apenas fortalece o comentário anteriormente postado, atualizando-o.)

Davi Ferreira Barros debate-se feito um náufrago que não mais tem onde se agarrar. Suas últimas tábuas de salvação – setores mediocrizados e mediocrizantes da Igreja Metodista – parece que também soçobram, afundando ao peso de tantos ódios e ressentimentos. A Unimep está à beira do precipício, levada por visões míopes salvacionistas, que confundiram a nuvem com o Espírito Santo. Uma universidade é o espaço de excelências e de universalidades, o que, pois, é o contraditório de medíocre, mediano e sectarismo.

Duas imagens nos parecem claras quanto ao que se abateu sobre a Unimep: a fúria descontrolada e desagregadora de tsunamis, a tropa de hordas de hunos. E, até aqui, com a bênção e com a cumplicidade de pastores e bispos metodistas, o núcleo duro da nova cúpula diretiva. A Unimep não tem reitoria, já se falou sobre isso. Tem uma direção geral que atende a preceitos de um grupo sectário da Igreja Metodista. E isso significa o mesmo que dinamitar a estrutura universitária, que fraudar o ensino e mistificar a educação. Por quê – é preciso insistir na pergunta – falar-se em universidade, se o ensino se tornou secundário, se a pesquisa não mais existe, se a extensão ruiu? Por que insistir-se em dizer-se universidade, se a mentalidade é de escola básica?

Os sinais do colapso estão cada vez mais claros. Davi Barros, com seu grupo, cancelou o oferecimento de mais de 20 cursos por falta de número suficiente, conforme o critério dele próprio, de candidatos. Entre os cursos, está Economia, semente da própria Unimep, tradicional e respeitado. A pergunta que se faz: por quê não há candidatos, se candidatos há em tantas outras instituições assemelhadas? Não há, obviamente, porque a Unimep de Davi Barros perde a credibilidade como instituição e não compete em preços. Ou alguém é idiota em, sabendo que a qualidade desapareceu, pagar mais caro para obter qualidade igual de quem oferece mais barato? A marca Unimep foi comprometida.

O cinismo de Davi Barros – que deveria ter pejo de intitular-se educador – chegou ao desplante de ele próprio dizer que alguns cursos novos foram cancelados porque “há cursos que não pegam”. Ou seja: ele lançou cursos no mercado como se lança um sabonete, mas sem a competência de bom marqueteiro. A Unimep, que tem a Igreja Metodista como mantenedora, é, agora, o espaço onde se tenta para ver “o que pega, o que não pega”. Um dos diretores já dissera, perante a Justiça, que fizera irregularidades para “ver se pegavam”. Não pegaram. Agora, cursos “não pegaram”. E os que eram sérios e respeitados deixaram de “pegar”.

Ora, não precisa ser o Espírito Santo para perceber que, na Unimep, o que “não pegou” foi essa trágica e desastrosa experiência pentecostal com Davi Barros e sua turma. Se a Igreja Metodista hesita em cuidar de sua própria honorabilidade, como falar em salvação de almas? E quem poderá condenar professores se, diante de tanta má fé, resolverem entrar novamente em greve, massacrados até pelo não pagamento de 13º salário?

Davi Barros cava a cova de toda uma história.

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