Depoimento: a Piracicaba de Fátima

“Nasci em Piracicaba. Fiz jornalismo na Unimep e depois fui pra Campinas fazer artes cênicas, fiquei lá 17 anos. Retornei há 10 pra trabalhar no Sesi. A minha Piracicaba era aquela da minha adolescência e juventude… Em que a praça José Bonifácio ainda não era habitada por tantos moradores de rua, que era o ponto de encontro do pessoal, um espaço vivo, frequentado pelas pessoas… É a Piracicaba de andar na rua da região central de madrugada sem preocupação, dos bares em que todos se encontravam… Gato Preto, bar da Maria, Palco e Balcão, Ventania… Espaços de convívio, música boa… Teatro Losso Neto com uma programação excelente, grandes artistas. O que esta terra tem de exuberante e diferente é a natureza gritante, a ESALQ com sua grande área verde, o Rio de Piracicaba. O que precisaria melhorar?! Seria olhar pro nosso Rio e oferecer soluções pra poluição, pra pouca vazão de água… Retomar o movimento cultural na cidade, dos artistas, para que eles possam ficar por aqui, não precisem sair para mostrar seus trabalhos, ou para serem reconhecidos. E um olhar mais atento às periferias, espaços pulsantes, com muitas crianças e adolescentes”. (Fátima Cristina Monis, assessora do Sesi)

Piracicaba

Foto ilustrativa: Cynthia da Rocha

Neste semestre, comemoramos os 250 anos de Piracicaba, dos quais A Província tem registrado mais de 10 em sua versão eletrônica. Há 30 anos também já existia seu formato impresso e, há cerca de 60, o jornalismo de Cecílio Elias Netto – que se dedicou, mais que tudo, a contar a história desta cidade.

Agora,  A Província quer ouvir a “sua história de Piracicaba”, o olhar de cada um sobre o passado, o presente e o futuro da cidade! Envie seu depoimento para o e-mail redacao@aprovincia.com.br, ou registre aqui mesmo nos comentários, com seu nome completo, idade e profissão.

Participe e também faça parte desta história!

Deixe uma resposta