Campanha Nacional dos Bancários é lançada em Piracicaba

A diretoria do Sindban (Sindicato dos Bancários de Piracicaba e Região) lançou a Campanha Nacional dos Bancários 2014. O local escolhido para o evento foi a Praça José Bonifácio, em frente à agência Centro do Banco Itaú.

Com o mote #queremosmais, a Campanha deste ano foca, entre outros temas, na valorização dos bancários por meio de aumento real nos salários e verbas e de distribuição dos lucros mais justa, combate ao assédio moral e a pressão por metas que geram adoecimento, além do fim das demissões que prejudicam famílias e geram sobrecarga.

Diretores do Sindicato explanaram aos clientes e funcionários do banco a situação atual que os bancários vivenciam, com cobranças de metas abusivas, sofrendo assédio moral e até sexual, além de salários defasados. Na contramão, os balanços semestrais mostram que os bancos continuam batendo recordes de lucro. “Os bancos mostram a cada dia que passa que podem acatar as reivindicações dos bancários. Lucram bilhões, mas continuam fechando postos de trabalho. Além disso, mantêm a alta rotatividade para reduzir os gastos, já que os novos contratados recebem menos e, com isso, aumentam os lucros”, afirmou a presidenta do Sindban, Angela Ulices Savian.

Angela salientou que são inúmeras as denúncias recebidas em sindicatos de todo país, inclusive o Sindban, sobre as pressões insuportáveis para o cumprimento de metas abusivas, que resultam no assédio moral e no adoecimento dos bancários. “São muitos bancários doentes pela pressão diária que estão passando dentro dos locais de trabalho. Além do assédio moral, cobranças indevidas e falta de visão de muitos gestores, na nossa base têm casos registrados até de assédio sexual. Isso é um absurdo, não podemos mais admitir atitudes que desrespeitem os trabalhadores”, ressaltou.

Em seu discurso, Angela enfatizou ainda que agora é o momento dos bancários se unirem e lutarem pelos seus direitos, já que a data base da categoria é 1º de setembro e os bancos ainda não se manifestaram quanto a uma negociação. “Agora é a hora de nos mobilizarmos ainda mais para exigir respeito dos bancos e mais emprego, mais salário, mais saúde, mais segurança e mais igualdade de oportunidades”, finalizou.

 

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