Cecílio Elias Netto homenageia os 250 anos de Piracicaba com lançamento de livro

Débora da Costa Barros (Cosan-Raízen), escritor Cecílio Elias Netto, prefeito Barjas Negri, Luciane Venturini (Caterpillar), Leopoldo Stênico (Mefsa) e secretária Rosângela Camolesi, da Cultura e Turismo

Débora da Costa Barros (Cosan-Raízen), escritor Cecílio Elias Netto, prefeito Barjas Negri, Luciane Venturini (Caterpillar), Leopoldo Stênico (Mefsa) e secretária Rosângela Camolesi, da Cultura e Turismo

O jornalista e escritor Cecílio Elias Netto lança, neste sábado (dia 6), às 10 horas, o livro Piracicaba, a Florença Brasileira (Belas Artes Piracicabanas), com prefácios assinados pelo senador Fausto Longo, da República Italiana, e pelo crítico de arte Marcelo Batuíra. A revisão é do jornalista Evaldo Vicente. A edição tem apoio cultural da Caterpillar, Cosan, Mefsa e Raízen e do Governo Federal, por meio do Ministério da Cultura.

A cerimônia de lançamento acontece na Capela de São Pedro, no bairro Monte Alegre, com participação do Quarteto de Cordas da Orquestra Sinfônica de Piracicaba (Paola Redivo e Luis Fernando Dutra, violinos; Iriz Costa Felippe, viola, e Bruno Belluco, violoncelo). Durante entrevista coletiva na manhã de hoje (3), o escritor entregou o primeiro exemplar do livro ao prefeito de Piracicaba, Barjas Negri e aos patrocinadores.

A capelinha, que no interior possui obras do pintor Alfredo Volpi, é tema de um dos capítulos do livro. Seu projeto arquitetônico foi inspirado na igreja dos Santos Caterina e Prospero, de Bozzano, região da Toscana, Itália, terra natal de seu idealizador, o empresário Pedro Morganti.

“Uma Colmeia de Artistas”

Cecílio Elias Netto explica que o nome da obra é uma metáfora. “A variedade e a qualidade de nossos pintores e artistas identificaram-nos como naturais e moradores da Florença Brasileira. Não se trata de comparação, ‘como a Florença’, pois isso seria e continuaria sendo mentira. Chamaram-nos de ‘A Florença Brasileira’ para tentar explicar os tesouros artísticos que começavam a brotar do pequeno torrão sertanejo”.

“Inexplicável a passagem de tantos gênios da história da arte por Florença e pelo solo toscano. Inexplicável também a presença de talentosos artistas por Piracicaba e região, como Miguelzinho Dutra, Almeida Júnior, Frei Paulo de Sorocaba, Antônio Pacheco Ferraz, Joaquim Miguel Dutra, Tarsila do Amaral, Alfredo Volpi, os irmãos Dutra (Alípio, João, Antônio Pádua e Archimedes), Joaquim Bueno de Mattos, os Thomazi (Ernesto, João, Eugênio, Mário e Alberto), Eugênio Luiz Losso, Ida Schalch, Antônio de Godoy, os Nardin (Paulo, Eugênio e Ermelindo), Manoel Martho, Manoel Lourenço, Joca Adâmoli, Álvaro Paulo Sega, Hugo José Benedetti, Angelino Stella, Clemência Pizzigatti, Renato Wagner, Jairo Ribeiro de Mattos, Eduardo Borges de Araújo e tantos outros registrados neste livro”, diz Cecílio.

No ano em que Piracicaba comemora seus 250 anos, o autor não dá trégua ao trabalho e, em parceria com a B2 Comunicação, do jornalista Arnaldo Branco Filho, já tem agendado para o mês de agosto os lançamentos dos livros 250 Anos de Caipiracicabismo (comemorativo ao 250º aniversário do município) e Piracicaba, a Doçura da Terra (terceiro da trilogia, que tem ainda Piracicaba Que Amamos Tanto, editado em 2015, e Piracicaba, um rio que passou em nossa vida, em 2016, todos com apoio cultural da Caterpillar, Cosan e Raízen).

SOBRE O AUTOR – Nascido em Piracicaba, no dia 24 de junho de 1940, Cecílio Elias Netto é jornalista, bacharel em Direito e escritor, com mais de 25 livros publicados, entre as quais as obras primas “Isto é Meu Corpo”, “Misere Mei, Amor”, “Bagaços da Cana”, “Bom Dia – Crônicas do autoexílio e da prisão” e “Dicionário do Dialeto Caipiracicabano – Arco, Tarco e Verva”, com mais de 50 mil cópias vendidas.

Apaixonado por sua terra natal, Cecílio, desde muito jovem, abraçou a missão de se aprofundar, de cuidar, de preservar, de conservar, de proteger e de propagar a riquíssima história de Piracicaba. O expressivo número de obras publicadas (como jornalista e escritor) e a posse de amplo material iconográfico da cidade de Piracicaba fazem de Cecílio Elias Netto um colecionador de rara expressão e grande fonte a todos que queiram aprofundar-se na história do município.

Os mais de 40.000 itens, entre fotos, negativos, cartões postais, desenhos, gravuras, jornais, revistas e livros – abrangendo um período cronológico que se estende do século 19 aos dias atuais –, estimularam familiares e um grupo de amigos a imortalizá-lo, ainda em vida, com a criação de um instituto de pesquisa e desenvolvimento cultural que leva o seu nome, o ICEN – Instituto Cecílio Elias Netto, entidade sem fins lucrativos, tendo como principal objetivo o cultivo e a propagação do cenário artístico, cultural, social e ambiental do município, através de ações múltiplas.

Presidido por Marcelo Fuzeti Elias e com pouco mais de um ano de existência (foi fundado em 25 de agosto de 2015), o ICEN vem cumprindo sua missão a todo vapor. Foi o responsável pelo movimento cultural que culminou no reconhecimento oficial do ‘Dialeto e Sotaque Caipiracicabanos’ como Patrimônios Imateriais do município, promoveu o I Encontro dos Caipiracicabanos, na Rua do Porto, e – além da histórica trilogia sobre Piracicaba – colocou no mercado a 6ª versão atualizada do Dicionário do Dialeto Caipiracicabano (Arco, Tarco e Verva).

 

SERVIÇO

Lançamento do livro

Piracicaba, a Florença Brasileira (Belas Artes Piracicabanas)

Data: 06/05/2017

Horário: 10 horas

Local: Capela de São Pedro – Bairro de Monte Alegre – Piracicaba/SP

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