Engenho Central recebe o 2º Ateliê Internacional SPCD a partir de amanhã

Voltado para bailarinos pré-profissionais e profissionais, além de professores, jornalistas e fotógrafos de dança, o 2° Ateliê Internacional São Paulo Companhia de Dança acontece entre os dias 28 de abril e 2 de maio, na cidade de Piracicaba, interior de São Paulo, no Engenho Central. Além das atividades educativas, o evento também apresenta espetáculos para o público de Piracicaba e região, com estreias.

A segunda edição do Ateliê Internacional SPCD marca o calendário da dança do Brasil como um evento de encontros e parcerias no qual durante cinco serão compartilhadas ideias em movimento com mais de 170 participantes, vindos de 57 cidades de 12 Estados brasileiros

O Ateliê dá continuidade às atividades de produção, difusão e sustentação da dança cênica da SPCD e tem como objetivo promover um estudo teórico-prático de técnicas de dança – clássica e contemporânea – em aulas e coreografias”, fala Inês Bogéa, diretora artística da SPCD. “Para nós essa segunda edição em Piracicaba, é a reafirmação de uma parceria de sucesso”, completa.

De acordo com a secretária municipal da Ação Cultural de Piracicaba, Rosângela Camolese, a segunda edição do evento comprova a força da cidade nas artes. “Piracicaba é uma cidade que tem um potencial de dança muito grande. O primeiro Ateliê contou com a participação de muitas escolas e da Cedan (Companhia Estável de Dança) em aulas e espetáculo. E ficamos muito felizes ao saber que algumas pessoas saíram do evento com propostas de trabalho. Queremos fomentar a cultura da dança e o Ateliê faz isso in loco”, disse a secretária.

ATIVIDADES E ESPETÁCULOS – Durante cinco dias os bailarinos selecionados se dividirão em quatro grupos distintos para aulas de balé clássico, dança contemporânea, técnica de Martha Graham, técnica de Cunningham, história da dança do Brasil, história da dança do Ocidente e participam de processos coreográficos assinados por importantes coreógrafos do Brasil e exterior.

Nos dias 28 e 29 de abril, às 21h e 14h, respectivamente, a SPCD apresenta um espetáculo que inclui a estreia de Litoral, obra criada especialmente para a Companhia pelo argentino Maurício Wainrot, diretor do Ballet Contemporáneo del Teatro San Martín. O programa também inclui duas coreografias criadas exclusivamente para a SPCD: Le Spectre de La Rose, de Mario Galizzi, a partir do original de 1911 Michel Fokine; e GEN, de Cassi Abranches. Também na quarta-feira, 29/04, às 21h, a fisioterapeuta Sandra Elizabeth Joussef Carvalho ministra a palestra Lesões na Dança: Cuidados e Prevenções. A Cedan (Companhia Estável de Dança de Piracicaba) sobe ao palco no dia 30 (quinta-feira), às 21h, com obras de seu repertórios e estreias, e no dia 2 de maio (sábado), às 21h, acontece a apresentação dos Processos Coreográficos desenvolvidos ao longo do Ateliê. Os espetáculos e a palestra acontecem no Teatro Municipal Erotides de Campos, dentro do Engenho Central. Todos os espetáculos têm entrada gratuita mediante a troca de um litro de leite integral em prol da Vaccip (Voluntários em Ação Contra o Câncer Infantil de Piracicaba).

Os professores ouvintes, além de acompanharem as aulas e participarem de conversas sobre dança clássica, contemporânea, metodologia e criação, terão também aulas práticas. Os estudantes de jornalismo vivenciarão a rotina de uma redação de jornalismo impresso sempre acompanhados de um orientador, que organizará as pautas e os prazos para entrega das matérias. O material produzido será postado no Blog da SPCD e as matérias selecionadas serão publicadas com assinatura do participante no caderno de Cultura do Jornal de Piracicaba. Os fotógrafos terão uma vivência parecida, produzindo um material artístico e jornalístico quando acompanharem os repórteres durante as pautas.

CONVIDADOSO 2º Ateliê Internacional SPCD tem como convidados professsores, coreógrafos e orientadores. Andrea Pivatto, bailarina, atua como professora, coreógrafa e diretora do Grupo Divinadança; Beatriz Cerbino, doutora em História pela Universidade Federal Fluminense (UFF), atua como docente na pós-graduação da UFF (RJ); Daniela Severian, artista independente, coreógrafa e maître de balé; Eleni Destro, jornalista, com experiência na área cultural; Fabiano Lima, professor, ensaiador e coreógrafo do Centro de Educação Profissional em Artes Basileu França, em Goiânia (GO); Gícia Amorim, coreógrafa, atua como coordenadora técnica no Centro de Ginástica Postural Angélica; Giovanni Di Palma, é assistente de coreografia da SPCD, para quem criou Romeu e Julieta (2013), também é professor convidado do ArchiTanz Ballet Studio, em Tóquio; Graça Salles, é Principal Ballet Master do Joffrey Ballet, em Chicago, cargo que ocupa há oito anos; Jussara Miller, bailarina, coreógrafa, pesquisadora, doutora em Artes pela Unicamp, atua como docente na pós-graduação da PUC-SP, também é diretora e professora do Salão do Movimento, em Campinas (SP); Milton Coatti, bailarino e coreógrafo, atua como Professor e ensaiador da SPCD; Monique Paes, formada em Educação Física, bailarina, professora, coreógrafa, é diretora do Monique Paes Studio de Dança, em Jacareí (SP); Penha de Souza, bailarina e coreógrafa, percorreu uma trajetória única, saindo do balé clássico até chegar ao Alongamento Corretivo Postural; Renata Pacheco, é diretora artística da Escola de Bailado Municipal de Santos desde 1997, como bailarina atuou nas companhias Rowena, Nuages Cia. de Dança, Balé Stagium, entre outras; Sandra Elizabeth Joussef Carvalho, fisioterapeuta atua como especialista em saúde na Unimed Piracicaba; Simone Alcântara, pedagoga e doutora em História Social (USP), atua como consultora de projetos de dança e movimento e de inclusão social, bem como, é docente na Universidade Estácio (Estácio), Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU) e Universidade São Caetano do Sul (USCS); Wilian Aguiar, fotógrafo especializado em teatro e dança.

AcessibilidadeA São Paulo Companhia de Dança utiliza o recurso de audiodescrição – modo que transmite ao público cego e surdo, por meio de fones de ouvido, informações sobre cenário, figurino e, principalmente, os movimentos dos bailarinos – em suas apresentações por espaços públicos do interior e da capital de São Paulo desde 2013.

Desde 2014, com o objetivo de viabilizar a implantação de mais recursos de acessibilidade comunicacional, a SPCD, ampliou o programa. A tecnologia avançada do aplicativo Whatscine transmite para smartphones e tablets os recursos de audiodescrição, interpretação em libras e subtitulação, permitindo às pessoas com deficiência entrar em contato com a experiência da dança.

A elaboração destes roteiros acessíveis para espetáculos de dança requer profundo estudo do profissional que os traduzem para uma linguagem visual. Assim, fichas técnicas, cenários, figurinos, bem como ensaios técnicos são observados e estudados para que o espectador com deficiência visual e auditivo receba a descrição do espetáculo com a maior riqueza de detalhes possível para que o público possa se emocionar em cada apresentação.

A COMPANHIA – Criada em janeiro de 2008 pelo Governo do Estado de São Paulo, a São Paulo Companhia de Dança (SPCD) é dirigida por Inês Bogéa, doutora em Artes, bailarina, documentarista e escritora. A SPCD apresenta espetáculos no Estado de São Paulo, no Brasil e no exterior. Ao longo desse período, já foi assistida por um público superior a 400 mil pessoas em 11 diferentes países, passando por aproximadamente 60 cidades, em mais de 400 apresentações.

A Companhia apresenta um repertório variado, que vai do clássico ao contemporâneo. Em 2015, a São Paulo apresentará obras marcadas pela diversidade e pelo ineditismo. Nas temporadas do Teatro Sérgio Cardoso, que ocorrem em junho e novembro, teremos muitas novidades: a brasileira Márcia Haydée criará Dom Quixote, um balé clássico a caráter, inspirado na novela do espanhol Miguel de Cervantes (1547-1616); o argentino Maurício Wainrot, diretor doBallet Contemporáneo del Teatro San Martín assina Litoral, que estreia no 2° Ateliê Internacional SPCD; a Companhia fará uma noite especial com três obras, de diferentes períodos, do tcheco Jirí Kylián: Indigo Rose (1998), Petite Mort (1991) eSechs Tänze (1986); as estreias do 4º Ateliê de Coreógrafos Brasileiros: Céu Cinzento, de Clébio Oliveira; uma obra com título ainda a definir de Binho Pacheco, além das coreografias que já integram o repertório da SPCD: workwithinwork (1998), de William Forsythe; La Sylphide, de Mario Galizzi a partir do original de 1836 de August Bournonville (1805-1879); Mamihlapinatapai, de Jomar Mesquita com colaboração de Rodrigo de Castro; Bingo!, de Rafael Gomes; e GEN, de Cassi Abranches.

A dança tem muitas histórias e para revelar um pouco delas, a Companhia criou a série de documentários Figuras da Dança, que traz para você essa arte contada por quem a viveu. A série conta hoje com 30 episódios que você pode assistir nos canais Arte 1 e Canal Curta!. Em 2015 serão retratadas as carreiras de Nora Esteves e Maria Pia Finocchio. E para conhecer um pouco mais dos bastidores da SPCD confira a série de documentários Canteiro de Obras, nos mesmos canais de TV. Além disso, você pode participar do Dança em Rede, uma enciclopédia colaborativa de dança online disponível no site da Companhia.

Os Programas Educativos e de Formação de Plateia para a Dança, outra vertente de ação da SPCD, acompanham o movimento da Companhia – a cada cidade por onde nos apresentamos, buscamos encontrar o público em geral e pessoas que apreciam e praticam a arte da dança. Na Palestra Para os Educadores temos a oportunidade de dialogar sobre os bastidores dessa arte com os participantes; as Oficinas de Dança são espaços de aprendizado e troca de informações sobre técnicas de dança; e nos Espetáculos Gratuitos Para Estudantes e Terceira Idade a proposta é de ver, ouvir e perceber o mundo dessa arte.

A SPCD busca uma conexão com a plateia pela paixão, curiosidade e percepção do mundo da dança em movimento. A Companhia é um lugar de encontro dos mais diversos artistas – como coreógrafos, iluminadores, fotógrafos, professores convidados, remontadores, escritores, artistas plásticos, cartunistas, músicos, figurinistas e outros – para que se possa pensar um projeto brasileiro de dança.

SERVIÇO – 2º Ateliê Internacional São Paulo Companhia De Dança. De 28 de abril a 2 de maio. Espetáculos da SPCD. Dias 28 e 29 de abril | terça-feira, às 21h; quarta-feira, às 14h: Le Spectre de La Rose, de Mario Galizzi, a partir do original de 1911 Michel Fokine; GEN, de Cassi Abranches; e a estreia de Litoral, de Maurício Wainrot. Teatro Erotídes de Campos – Engenho Central. Endereço: Av. Maurice Allain, 454. Telefone: (19) 3413-8526 / (19) 3413-5212. Duração: 60 min. Ingressos: Gratuito mediante a troca de um litro de leite integral em prol da Vaccip (Voluntários em Ação Contra o Câncer Infantil de Piracicaba). Capacidade: 422 | Classificação Indicativa: Livre. Mais informações http://spcd.com.br/atelie_apresentacao_2015.php.

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