Greve em Piracicaba: 77,8% das agências fecham no segundo dia

A adesão à greve dos bancários em Piracicaba triplicou na manhã desta quarta-feira, 1º de outubro, se comparado ao primeiro dia de paralisações, de acordo com informações do Sindban. No segundo dia de greve, 43 pontos de atendimento da cidade permaneceram fechados, ou seja, 77,8% dos 54 pontos. Em toda base do Sindicato dos Bancários de Piracicaba e Região, que compreende 22 cidades, 87 pontos de atendimento, de oito bancos em 12 cidades, fecharam, aderindo à greve.

Além das principais agências do Centro, também aderiram ao segundo dia de greve bancários da Vila Rezende, Vila Independência, Carlos Botelho, Piracicamirim, Santa Terezinha, Paulicéia e Paulista. Além de Piracicaba, bancários também entraram em greve em Águas de São Pedro, Capivari, Cerquilho, Tietê, Laranjal Paulista, Conchas, Rio das Pedras, Saltinho, Santa Bárbara D’Oeste, São Pedro e Rafard.

Até ontem, primeiro dia, havia 42 pontos fechados em oito bancos de dez cidades. “Pretendemos ampliar o movimento, chegando ao máximo possível de agências da nossa base. A ampliação de hoje foi a pedido dos bancários dos bairros e de outras cidades que também queriam aderir à greve. Vamos fortalecer a luta a cada dia, porque temos o apoio dos bancários e da população”, declarou a presidente do Sindban (Sindicato dos Bancários de Piracicaba e Região), Angela Ulices Savian.

INFORMAÇÕES – Os diretores do SINDBAN que estão em frente às agências em greve entregaram informativos à população sobre os motivos da greve. “O importante é deixar claro para os clientes que a culpa não é dos bancários, mas dos banqueiros que não atenderam as reivindicações da categoria”, frisou Angela.

NACIONAL – Bancários fecharam pelo menos 6.572 agências e centros administrativos de bancos públicos e privados em 26 estados e no Distrito Federal no primeiro dia da greve nacional. São 427 unidades paralisadas a mais que no primeiro dia da greve do ano passado (6.145), um crescimento de 6,95%.

A paralisação por tempo indeterminado continua ante a proposta irrisória apresentada pelos bancos – setor que mais lucra no país –, que não chega a 1% de aumento real.

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