Paróquia Nossa Senhora Aparecida promove encontro com o pessoal dos Movimentos de Juventude

tclA Paróquia Nossa Senhora Aparecida promove encontro com o pessoal que viveu o prodigioso tempo dos Movimentos de Juventude das décadas de 60, 70 e 80. Servirá como ocasião para rever o pessoal e recordar um pouco daqueles anos repletos de sonhos e esperanças. O evento será aberto aos demais interessados.

DATA:          14.12.14 – Domingo

HORÁRIO:   09:00 às 11:00.

LOCAL:    Centro Pastoral da Paróquia Nossa Senhora Aparecida. Rua Rio Grande do Norte, 595 – Piracicamirim – Piracicaba.

 

 

 

MOVIMENTO JOVEM

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No fim da década de 60, nas de 70 e 80 ao som do padre Zezinho, Irala e outros, movimentos de juventude agitaram a Igreja Católica do Brasil. Não foi diferente em Piracicaba com o TLC, DDV, JEC, TOPADA, VEA, SEJOPAC, UVINHA, JUFRA. Depois o RETOLOCO e o Profundão para quem queria mais. Dom Aniger, bispo de então, participava ativamente junto com os padres José Maria, Boteon, Zezinho, Giuliani, Otto, frei Augusto, Afonso, Márcio, Tomaz, casais leigos e outros.

Passei por todos, mas pertencia à SEJOPAC na paróquia São José do monsenhor Giuliani. Todo o ano durante as férias escolares realizávamos, no CESAC, uma semana de reflexão.  Perto de 200 jovens participavam de cada edição. Palestras, testemunhos, músicas, tudo era feito por nós. Aceitávamos participação e sugestão de adultos, mas o protagonismo era nosso. A SEJOPAC era aberta; já nos outros o jovem ou a jovem era escolhido a dedo. Os encontros aconteciam no seminário diocesano e no São Fidelis. Os que ficavam faziam ‘alavancas’ – orações e sacrifícios para o sucesso do encontro e para que seu indicado ‘topasse com Cristo’.

Chegamos a fazer uma olimpíada entre os movimentos e um encontro no Ginásio Municipal Waldemar Blatskauskas, que durou o dia todo e reuniu perto de três mil jovens. Trouxemos padre Zezinho, Dom Paulo Evaristo e outras feras daquele tempo. Cada movimento ficou com uma tarefa. A nossa foi providenciar e distribuir lanche para toda aquela gente. Nenhum incidente, nenhum contratempo; foi um sucesso, arrasamos.

Tendo por base uma paróquia, cada movimento tinha seu carisma, seus líderes,  sua metodologia e diretor espiritual.  No caso da SEJOPAC, após a semana de despertar o jovem era convidado a se inserir num dos vários grupos que se reuniam em casas e ranchos espalhados ao longo do território paroquial. Além das reuniões semanais fazíamos gincanas com o tema da Campanha da Fraternidade de cada ano; festivais de música, de teatro e enfeitávamos as ruas para a procissão de Corpus Christi.

O gurpo, do qual participei por mais de dez anos, se reunia aos sábados à noite nos fundos da casa de uma senhora que nos acolheu, depois mudamos para um rancho no quintal da casa do jovem Luiz Caroni, hoje pároco no Pisca. Além das reuniões – sempre pautadas no Evangelho -, o grupo visitava doentes onde quer que estivessem, rezava o terço nas casas, ajudava erguer barracos nas favelas, fazia novena de Natal nos cantos afastados, campanhas para entidades; alguns davam catecismo para crianças, outros para adultos; curso de crisma, grupo de música, liturgia; as missas da juventude bombavam .Havia também quem ia catar gente que dormia nas ruas.

Não me esqueço do trabalho que fizemos na cadeia pública de Piracicaba, onde hoje funciona o Centro de Ressocialização. Conseguimos autorização para fazer novena de Natal junto aos presos. Cada um de nós assumiu uma cela. O sucesso foi tanto que quiseram  mais. Sob orientação do padre Jamil, então na Catedral, preparamos e realizamos uma semana de formação em cada cela, encerrando num domingo com  missa festiva e suculenta feijoada preparada pelo pessoal da paróquia. Convidamos as famílias do presos e o páteo da cadeia ficou tomado. Até policiais de plantão comeram feijoada. Diziam que a ala par não se dava com a impar, porém,  o que ocorreu foi uma emocionante e inesquecível confratenização. Quem não gostou foi um jornalista azedo da época, que achou um absurdo faca e garfo nas mãos de presos. Eivado de sarcasmo, publicou matéria intitulada: “Presídio virou paraíso?” E virou mesmo.

Nosso movimento respondeu às necessidades da época. Famílias sólidas se formaram. Trabalhadores, líderes comunitários, sindicalistas, padres, empresários e políticos responsáveis dele sairam.Sem perguntar se podia, fizemos da Igreja nossa casa. Tempo de graça, alegria e pureza. Parecia que Deus armara sua tenda entre nós.

1 comentário

  1. BENEDITO ANTONIO NOVELLETTO em 10/03/2015 às 21:17

    Eu fiz parte da TOPADA – TLC – e sou um dos fundadores da querida e forte UVINHA – lá da Paróquia de Santa Terezinha – O Nome UVINHA foi sugerido pelo Altibano Antonio Cera mas popular Tutinho Cera. Éramos do movimento jovem da Paróquia supra citada. Que belos tempos. fui consagrado Ministro da Eucarístia – Dom Aniger tinha por mim um carinho muito especial e eu também por ele. Trabalhei muitas vezes na TOPADA.
    Sou Pastor da Igreja Metodista DE PIRACICABA – Benedito A. Novelletto.

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