Sindban realiza ato pelo Plebiscito Popular

Por uma mudança no sistema político, diretores e assessores do Sindban (Sindicato dos Bancários de Piracicaba e Região) organizaram um ato de mobilização, nesta quinta-feira, 4, na área central da cidade. Em frente à Praça José Bonifácio o Sindicato, organizou um ato explicativo sobre o Plebiscito, contando ainda com uma urna fixa para receber votos e vídeos informativos sobre o Plebiscito Popular pela Constituinte do Sistema Político. Também foram levadas urnas itinerantes as agências bancárias da cidade para coletar votos dos bancários e clientes e conscientizá-los da importância que o Plebiscito tem na mudança do sistema político brasileiro. Em sete horas o Sindban declarou que colheu cerca de 400 assinaturas.

“Estamos engajados no Plebiscito porque a reforma política é fundamental. Nós queremos uma política mais séria, que nos represente, que privilegie a vontade do povo e suas necessidades”, afirmou a presidenta do Sindban, Angela Ulices Savian. Angela acrescentou que “é nítida a vontade do povo brasileiro de mudar a forma de fazer política, por uma Constituinte Exclusiva e Soberana”.

A proposta do Plebiscito Popular é consultar a população sobre a convocação de uma Assembleia Constituinte que realize uma Reforma Política, melhorando a democracia brasileira. A pergunta que todos os brasileiros deverão responder, até 7 de setembro: Você é a favor de uma Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político? A expectativa dos envolvidos é alcançar mais de dez milhões de votos em todo país.

Desde o lançamento da campanha, em novembro de 2013, mais de 1.000 comitês foram formados no Brasil e 396 entidades engrossam a batalha para “dar a palavra ao povo” e pressionar o Congresso Nacional a instituir a Assembleia Constituinte para fazer a reforma política.

CAMPANHA ELEITORAL – Há uma profunda distorção entre o atual sistema eleitoral e as práticas de fortalecimento da democracia. Por isso, um dos principais desafios da reforma política é proibir o financiamento privado de campanhas eleitorais. Atualmente, as empresas podem doar dinheiro aos candidatos, influenciando, diretamente, a formação do quadro legislativo e interferindo nas decisões do país.

“O que determina o resultado das eleições acaba sendo o poder econômico, que geralmente financia os candidatos que representam os interesses do setor privado. Por isso, defendemos o fim do financiamento empresarial nas campanhas eleitorais, que também alimenta uma rede de interesses e de corrupção”, enfatizou a presidenta.

REPRESENTATIVIDADE – Dados do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) apontam que dos atuais 594 parlamentares (513 da Câmara e 81 do Senado), eleitos em 2010, 273 são empresários, 160 compõem a bancada ruralista, 66 são da bancada evangélica e apenas 91 se definem como representantes dos trabalhadores.

As mulheres ocupam míseros 9% dos mandatos na Câmara e 12% no Senado, apesar da recente implantação da cota de 30% de candidaturas para as mulheres. No item igualdade de gênero na política, o Brasil ocupa a 106ª posição entre 187 países.

Os negros têm apenas 43 cadeiras do legislativo federal, o que representa 8,5% do total, mesmo sendo 51% da população brasileira, segundo o IBGE. Menos da metade das 27 unidades federativas da União têm representação negra nas suas câmaras.

VOTO ELETRÔNICO – O Plebiscito Popular também está recebendo votos pela internet, até domingo, através do site www.plebiscitoconstituinte.org.br. A urna virtual só aceita votos de pessoas devidamente identificadas e não permite participação em duplicidade.

RESULTADO – O resultado do plebiscito será entregue à Presidência da República, à Câmara dos Deputados, ao Senado e ao Supremo Tribunal Federal. A presidenta Dilma Rousseff, candidata à reeleição, foi a única a declarar apoio à reforma política e se comprometeu a votar no plebiscito no dia 7 de setembro.

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