Tuberculose: infecciosa e fatal

Em alusão ao Dia Mundial de Combate à Tuberculose, reverenciado neste dia 24/03, a Santa Casa de Piracicaba lembra que a doença está entre as patologias infecciosas que mais causam óbitos de adultos no mundo, tornando-se um sério problema de saúde pública. Somente no Brasil, são registrados anualmente mais de 70 mil novos casos da doença e cerca de 5 mil óbitos todos os anos.

“Apesar da queda na incidência de tuberculose, bem como em sua taxa de mortalidade e número de novos casos, a enfermidade ainda preocupa as autoridades públicas, já que o Brasil está entre os 22 países responsáveis por 80% do total de casos mundiais da enfermidade”, adverte o infectologista Hamilton Bonilha de Moraes (CRM 51-466), coordenador do SCIH- Serviço de Controle de Infecção Hospitalar da Santa Casa de Piracicaba.

O cirurgião toráxico Eduardo Rebeis (CRM 97-772), coordenador da Comissão Municipal de Tuberculose, revela que cerca de 150 pessoas sejam portadoras da doença em Piracicaba. A boa notícia, porém, é que a  taxa de abandono de tratamento no município diminuiu, aumentando a taxa cura dos pacientes com a conseqüente redução de transmissão da doença.

“A cidade registra 7% de abandono do tratamento e índice de cura em torno de 80%”, observa Rebeis, alertando para os perigos da interrupção do tratamento, processo que estimula o desenvolvimento de uma forma da doença resistente aos medicamentos que pode levar o indivíduo à morte.

Segundo ele, Piracicaba tem uma Comissão de Tuberculose implantada em 2014, reunindo representantes dos vários hospitais da cidade com o claro objetivo de reduzir a transmissão da doença no município.

O infectologista Hamilton Bonilha lembra que, além de participar ativamente desta Comissão, a Santa Casa mantém uma comissão intra-hospitalar para monitoramento e isolamento respiratório dos casos suspeitos até a alta do paciente, processo que envolve notificação dos casos ao SINAN (Sistema de Informação de Agravo de Notificação) e ao CEDIC (Centro de Doenças Infecto-Contagiosas). “Desenvolvemos também um trabalho específico junto aos funcionários do Hospital por meio da busca ativa de sintomáticos respiratórios para detecção precoce de possíveis casos de tuberculose”, disse.

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