Zoonoses imuniza 33.266 animais contra a raiva em 2014

O CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) de Piracicaba imunizou 33.266 animais contra a raiva ao longo de todo o ano de 2014. O número, segundo balanço divulgado pelo órgão nesta segunda-feira (5), ficou abaixo da meta de vacinação, o que teve como principais razões o atraso no envio das vacinas e a mudança proposta pelo Ministério da Saúde no calendário de vacinação.

A cobertura vacinal ficou em 73,8% para cães, com 28.660 animais imunizados, e 70,6% para gatos, com 4.606 animais vacinados. O Ministério da Saúde estabelece uma meta de 80% de cobertura vacinal. De acordo com Eliane de Carvalho e Silva, coordenadora do CCZ, o número obtido por Piracicaba deve ser considerado positivo. “Temos que levar em consideração que houve atraso no envio das vacinas por parte do ministério e, mesmo com a divulgação que fizemos, com carros de som, cartazes e material para a mídia, a mudança no calendário confundiu a população. Mesmo com todas essas dificuldades, atingimos uma cobertura vacinal satisfatória”, disse.

Realizada normalmente nos meses de setembro e agosto, a campanha de vacinação antirrábica de 2014 foi transferida para os meses de novembro e dezembro, sendo dividida em duas etapas em função da campanha de vacinação contra a poliomielite e sarampo. “Muita gente se confundiu e achou que a campanha havia passado ou ainda que teria que vacinar seu animal em duas vezes”, destacou Eliane.

O número de 33.266 animais vacinados em 2014 é 11% inferior aos 37.792 animais imunizados em 2013. Segundo Eliane, além do atraso no envio das vacinas e na alteração de calendário, a não realização de bloqueio vacinal em 2014 também contribuiu para a redução. “Em 2013 vacinamos aproximadamente 1.700 animais a mais em função dos bloqueios onde houve casos positivos de raiva em morcego, mas o protocolo foi alterado em 2014 e os bloqueios não são mais realizados”.

Segundo a coordenadora do CCZ, a equipe do órgão avalia junto à Secretaria de Saúde a realização de ações de reforço neste início de ano. “Estamos estudando o que podemos fazer, pois ainda temos vacinas e queremos trabalhar em áreas onde detectamos queda no número de animais vacinados”, afirmou.

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