Nem só de glamour vive uma passarela

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Texto publicado originalmente n’A Província em 09/10/2010

 

Com tantos padrões de beleza impostos pela mídia e a busca pelo corpo perfeito, a carreira de modelo vive em evidência. Mas quem acha que a vida de modelos e manequins são só glamour, está redondamente enganado! Para desfilar, é preciso algumas exigências, altura média de 1,75 a 1,79 m. E para ser manequim, as medidas necessárias são 90 centímetros de busto, 60 centímetros de cintura e 90 centímetros de quadril.

Patrícia Panosso, 23 anos, decidiu seguir carreira com 13 anos de idade, quando pediu para que o pai a levasse numa agência de modelos de Piracicaba. Desde então ela trabalha na área. “É difícil agradar os clientes e conquistar seu próprio espaço, há muita exigência e ouvimos muitos ‘nãos’” , contou.

É preciso disciplina, cuidados com o corpo, gostar muito de ser fotografada e estar em evidência, além ter um bom preparo psicológico para aceitar criticas e sugestões. “A carreira de modelo estimula o ego das pessoas e mexe com o emocional. Nesse meio há muita concorrência e muitos modelos não aceitam perder trabalhos para outros”, diz a psicóloga Ivete Trevisam.

Eugênia Cintra, 36 anos, conta que a mãe a incentivava muito quando pequena a seguir a carreira de modelo. “Minha mãe me levava em agências. Eu já fiz muitos teatros e figurações. Queria ser capa de revista, quando tinha 15 anos, até que segui outros caminhos e me formei em jornalismo”,explica.

O fato de expor a própria imagem não agrada a Jéssica Lopes, 18 anos, amiga da modelo Patrícia. “Nunca quis ser modelo e não gosto nem de tirar fotos. Depois que conheci a Patrícia tive mais certeza ainda que isso não é pra mim”, declara.

Os cursos de modelos em Piracicaba são abertos para todos, passando do infantil e juvenil até adulto e idoso. Já a seleção para entrar numa agência e fazer parte do grupo de modelos é um pouco mais complicada e detalhada.

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