Chia: a semente que emagrece e faz bem para o coração

Ela acaba de aterrissar por aqui, mas não se engane: sua bagagem é recheada de história. Cultivado desde 2600 a.C, a chia, que na língua maia significa “força”, era consumida por maias e astecas para turbinar sua resistência física. Como ela também tinha forte apelo religioso, as plantações foram suprimidas pelos espanhóis assim que conquistaram a América, no século 16. “Elas só foram retomadas no início da década de 1990, por um grupo de pesquisadores argentinos em parceria com a Universidade do Arizona, nos Estados Unidos”, conta a nutricionista chilena Carolina Chica. Os benefícios do pequeno grão não ficam restritos à resistência física. Pelo menos é o que a ciência tem revelado…

Raio x da chia em 100 gramas· Energia: 371 cal

· Proteínas: 21 g

· Carboidratos: 42 g

· Gorduras totais: 31 g

· Gorduras poli-insaturadas: 25 g

· Fibras totais: 41 g

· Cálcio: 556 mg

· Potássio: 666 mg

· Fósforo: 750 mg

· Magnésio: 326 mg

· Ferro: 6 mg

 

Controle de diabetes

Em estudo recente da Universidade de Queensland, na Austrália, a semente mostra por que merece aplausos em outros âmbitos. Em um primeiro momento, ratos foram alimentados com bastante gordura e carboidrato. Depois, os cientistas acrescentaram chia na dieta deles durante oito semanas. Ao final da intervenção, ficou claro que a inclusão da semente melhorou a sensibilidade dos bichos à insulina. “Isso significa que o hormônio foi mais eficiente na hora de encaminhar a glicose aos tecidos, processo necessário para a geração de energia”, explica Lindsay Brown, uma das autoras da investigação. No caso dos portadores de diabete, que ralam para manter o açúcar que passeia pelo sangue em níveis adequados, o efeito é pra lá de bem-vindo, já que representa um maior controle da doença.

É bom para a saúde dos obesos

O resultado também deve ser encarado com empolgação por pessoas com sobrepeso. É que a maioria já apresenta resistência à ação da insulina. “Daí sobem os riscos de diabete e complicações cardiovasculares”, conta a nutricionista chilena Carolina Chica. Tem mais: na pesquisa, a chia livrou o fígado de adiposidade. “Esse quadro, conhecido como esteatose hepática, pode culminar em danos permanentes no órgão”, informa a nutricionista chilena.

Mais benefícios para os obesos

A enxurrada de benefícios parece ter um denominador comum, que atende pelo nome de ácido alfalinolênico – ou ALA, para simplificar. Trata-se de uma fração do ômega-3, gordura poli-insaturada encontrada aos montes na chia. Seu trunfo: combater a inflamação detectada no corpo devido à obesidade e que prejudica órgãos como coração, fígado, cérebro… “Acontece que esse ácido graxo ajuda a reduzir a produção de uma enzima chamada SCD1. Quando isso ocorre, há menor liberação de substâncias inflamatórias no organismo”, esclarece a nutricionista Sandra Soares Melo, de Santa Catarina.

Protege contra infartos e derrames

O peso excedente, vale ressaltar, é um dos principais culpados pela síndrome metabólica, que contribui para piripaques cardiovasculares, a exemplo de infarto e derrame. “A tal síndrome é diagnosticada quando o paciente apresenta concentração de gordura abdominal e pelo menos mais dois fatores de risco, como glicose e triglicérides elevados, entre outros”, descreve a endocrinologista Cíntia Cercato, de São Paulo. Ainda bem que a semente de chia, com seu ácido graxo anti-inflamatório, protege contra todo esse chabu

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