Arroz com Feijão

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Photo of Charles MansonPhoto of Charles MansonPatriarcas. Criacionismo. Crucifixo, suásticas, burcas, chibatas, forcas e guilhotinas. Impostos, terras, dinheiro, guerras, sangue, fome. Sylvester Stallone, Chuck Norris, Adolf Hitler. Mussolini, macarrão ao molho de tomate, Napoleão não faz parte da “Buenaparte”. “Ai seu eu te pego, ai ai se eu te pego”. Prédios, tijolos de areia. Cobras que voam, mas sem asas consolidadas. Grande altura, destino certo. Corrida em busca de algo que não se tem e que não se pode ver – a linha de chegada é a porta do velório. Pagar para estar preso. Impor através da força. Se a paz fosse comida, não seria um prato para dois. Desculpas esfarrapadas. Tecnologia de guerra, que deslumbra o homem – o princípio da ideia. Epicentro. “Azinho, azão”, mas pouco importa. Sofrimento por divergências ideológicas e sucessões de equívocos – Jesus, Alá, Judeus -, apenas animais. Crianças nascendo, pessoas morrendo. Será que são mesmo pessoas? Intelectualidade, reflexão, tudo a preço de banana. Século XXI você me enganou, eu assisti Star Wars e Jetsons também, estou pagando o preço, e quero tudo agora. Cansei de viver a vida do Fred Friston, e de ser tratado como Homer Simpson. Instituições ruins, profissionais mal pagos – pessoas lamentando pela vida, mas sem vontade de fazer outra coisa além de assistir tudo pela televisão. Crise de asma, céu cinza, chão cinza. A chuva não rega mais às flores, afoga todas elas. Não está chovendo mais do que antes, só existe mais concreto do que antes, mas isso vende. Desgraça vende. País tropical, herdeiro de nada. “Praia, carnaval, futebol e samba” – Pedro Alvares Cabral, 1500 d.c. “Praia, carnaval, futebol e samba” – Mc. Catra e toda sua banda, 2012 d.c. O tempo não faz com que as coisas mudem, apenas representa as chances que perdemos, caso não ocorra evolução.  Bíblia versus Autoajuda.  O motor continua queimando combustível, mas a fumaça que sobe na periferia não é a mesma que sobe no centro. Foda-se, se fosse bom o que essa indústria cultural produz, as chaminés exalariam perfumes. Liderança é, sem dúvidas, a representação da libertinagem. Quem pode manda, e quem tem juízo obedece? Não conheci nada muito a fundo sobre a época em que meus avós eram jovens, mas de tanto ouvi-los dizer o quanto era bom, passei a pensar que, talvez, apenas os problemas venceram ao tempo, e todo progresso foi deixado para traz. Não vivemos o retrocesso.  Estamos é caminhando para frente, rumo a um penhasco. É assustador ouvir que os humanos são capazes se adaptar as mudanças. Mudanças ruins. Patriarcas. Criacionismo. Dólares. Europa em chamas. Chineses falindo as economias com produtos mal feitos, por pessoas mal pagas. Elas são mesmo pagas? Cristãos lavam suas mãos quanto ao holocausto de judeus. Hoje, morrem em países do oriente médio. Bandeiras não podem mais servir como escudo. Não adianta mais procurar justificativas para atrocidades em livros sagrados.  Quando durmo, tenho medo de acordar no outro dia.

1 comentário

  1. Agnes Dudeck em 25/04/2014 às 20:18

    muito bom!!!

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