Até que ponto?

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Eu até acredito nela: – a sorte! Enquanto isso, trabalhar é preciso e na maioria das vezes a vida passa, sem que ela nos premie, monetariamente falando. Entretanto, quando a sorte começa a dar repetência, a gente passa a desconfiar e até sugerir uma investigação do MP Federal, na Caixa Loterias na capital Brasília, que agora passo a chamar de a Terra de Midas, aquele mesmo, personagem da mitologia grega, que segundo a lenda, em tudo o que tocava virava ouro. Assim, mesmo sabendo que basta um único jogo para concorrer e ter a chance de ganhar usei essa simbologia metafórica, por entender muito estranha “toda essa gente sortuda” reunida num só lugar. Para isso, fui buscar os últimos resultados dos jogos oficiais do governo: Lotofácil, Quina e Duplasena – aqueles chamados por eles de lícitos, pois jogo do bicho é contravenção (hehehe)… desculpe-me. Escapou! Daí, nada mais que alguns minutos para ver e perguntar: – até que ponto é sorte ou treta? Para responder essa pergunta, ao pesquisar o período entre 1º de agosto e meados de dezembro, encontrei os seguintes resultados para Brasília: 1º lugar Duplasena – 42,85% das apostas premiadas – 42 jogos realizados, com 35 acúmulos e 4 acertos em 3 jogos; 2º. lugar a Quina com 24,32% dos prêmios – 114 jogos realizados; 77 acumulados e 9 ganhadores, e em 3º. Lotofácil – 23,63% dos jogos vencedores – 56 jogos; 13 ganhadores e um só acumulado. Portanto, se levarmos em conta a população do estado de São Paulo (44 milhões) e a de Brasília (2,8 milhões), e que os maiores índices de apostas são feitas em nosso estado, fica difícil entender essa elevada proporcionalidade de prêmios conquistados pelos brasilienses e ‘candangos’, da terra do planalto central. Aí têm!

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