Declaração de amor

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declaração de amor Para que não pairem dúvidas, digo que estou comprometida com minha fé, minha esperança, minha crença na vida, nas pessoas queridas, aquelas que amamos no mais fundo do nosso coração. Tão bom querer bem, amar, ser amado, encontrar gente linda e risonha, quando os abraços se multiplicam e os corações batem juntos.

Estar apaixonado pela vida é um exercício de profunda beleza, apesar de toda a luta, sofrimento e dificuldades que tenhamos pela frente. Quem não os tem? Problemas não faltarão em nosso caminho. Note que mal vencemos um aparece outro. Costumo ouvir e acabo dizendo também: a gente não tem sossego. Minha mãe falava assim: se não é uma coisa, é outra.

Mas o amor pelo belo mistério da Criação nos extasia os sentidos e nos eleva o espírito. Orar em silêncio e louvar o dia que nasce! Uma manhã de céu azul e um pouco de vento me convidam a sentar nas cadeiras brancas do quintal, secar os cabelos ao sol de um setembro tão quente como os meses do verão.

É setembro no tempo e eu nem percebi. Porque estou apaixonada pela vida e seus humores. Aceito de coração o que Deus me mandar, seja lágrima, seja riso, porque assim é possível compreender melhor a razão de nossa existência, a doçura e a graça que nos cercam. Não, nem sempre é só doçura. Há muita coisa pela qual lutamos, pela paz e silêncio à nossa volta.

Costumo dizer que tudo é graça. A graça divina. Estar de pé todos os dias é uma bênção inenarrável. O ato de viver é vário e apaixonante, sempre. Despertar, preparar a primeira refeição da manhã. Há dias em que até as frutas acabaram,  ficamos no abençoado pão com manteiga e uma xícara de café com leite. E como é bom, Pai de amor!

Ligar o rádio e ouvir “all you need is love”. Sim, tudo o que você precisa é de amor. Basta o amor para um ser humano sobreviver. O amor entre as pessoas é como a água para uma planta. É algo vital e imprescindível. Sem água uma flor morre. Sem amor, uma pessoa pode morrer também. Ou se matar.

Minha declaração de amor é ampla, geral e irrestrita. Ela abraça a tudo e a todos, sobretudo as pessoas que conheci ao longo da vida, os amigos da escola, do primário à faculdade, os professores tão queridos, mestres inesquecíveis, as irmãs de São José do Colégio Assunção, todos tão presentes na memória do afeto, da lembrança que não morre jamais.

E assim existimos, neste amor universal que nos une a todos, na face de uma Terra que parece viver os estertores finais. Furacões tremendos, terremotos, tsunamis, inundações, secas, incêndios, em claros sinais de que o homem deve repensar sua ação no planeta. Será tarde demais? Tomara que não.

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