Deu zebra

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Iiiih!… olha eu aí. Tal e qual aquela zebrinha que aparecia nas noites de domingo no Fantástico, anunciando resultados improváveis, logo que tomei conhecimento da escolha da seleção de todos os tempos do centenário do nosso ‘NhoQuim’, lembrei-me dela na duplicidade de intenções: 1º. Pela relação direta do uniforme; 2º Pelo resultado improvável do intervalo que conheço dessa trajetória.  Claro e evidente, que além do espaço aberto em voto do torcedor, outras tantas pessoas, das mais variadas faixas etárias participaram dessa escolha. Entretanto, por mais democrática que tenha sido essa escolha, por aquilo que vi, acompanhei, vibrei e sofri com o nosso alvinegro, por comparação daquilo que conheço, entendi que muitas e enormes injustiças foram aplicadas nessa escolha, pois alguns como: Joaquinzinho, Picolé, Piau, Hidalgo, Eli Cotucha, Jair Bala, Pitanga, Muri, Getúlio e Gauchinho, entre tantos outros que por hora a memória me trai, por certo jogaram mais bola que muitos oficializados e carregados no bairrismo dessa seleção. Alguns nomes inscritos nessa lista passam-me a impressão de aparecer por cortesia; por proximidade e até desconhecimento temporal dos votantes. Se por um lado resta claro que não sou dono da verdade, por outro, não posso admitir o tapa olho de piratas, de alguns, que votaram sem o estabelecimento de um critério comparativo, pois muitos desses, ainda jovens, sequer saibam como e quanto jogaram esses acima citados, já que arquivos de imagens e jogos dessa época não repercutiam em mídias como hoje. Assim, parcial justiça seja feita, haja vista que mesmo inscrevendo essa minha opinião, ela não reflete toda a extensão centenária do alvinegro caipira. Por isso, por tudo aquilo que vi, uma vez que essa seleção escolhida está, tivesse eu que apontar o ‘melhor conjunto de uma temporada’, por certo seria essa: Claudinei, Neves, Piloto, Haroldo (Protti) e Zé Carlos, Hidalgo, Eli Cotucha, Amauri, Picolé, Joaquinzinho e Piau – dos tempos em que a bola, a raça e a maestria corriam soltas num saudoso (4-2-4). Portanto essa é tão somente a minha verdade… pois fui e sou feliz com ela em minhas lembranças. E isso, sem a menor chance de zebra, nem você, nem ninguém tira de mim. Agora, se você quiser saber mais, entre na seção ‘Que fim levou!’ do Milton Neves.

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