Soneto da Fina Flor (Soneto diálogo)

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RAK_1862

-Meu nome: se chama pela viola.

Sou Moreno, da negra alma de dor

Querendo, pr’uma dança e pro torpor,

Teu incendeio olhar, ginga de Angola!

 

 

-Sou ela, aquela que o medo s’embola

Cuja alma transpadece qualquer cor

Sou a Morena e, sim, de fina flor

Que te chacoalho tal qual castanhola.

 

 

Mas que trazes, Moreno, pra minha dança?

Qual lição dessas lágrimas de sal

Diz pr’eu juntar com que só me balança?

 

 

– Se te vejo, me dói como punhal

Desde quando da corda fiz aliança

Pr’uma história virar angelical.

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