Tapete voador

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Aos 32 minutos do segundo tempo, um erro na escalação do meia Héverton na última rodada do Campeonato Brasileiro custou até a próxima rodada extra-campo (julgamento), o rebaixamento da Portuguesa para a série B, favorecendo o Fluminense. Nos treze minutos em que o jogador esteve em campo, a Portuguesa não saiu do empate sem gols contra o Grêmio. Além disso, o jogador em agravo tocou na bola apenas alguns segundos. Bem sei e é verdade, que a lei existe para ser cumprida. Se pelo lado do Direito Romano temos o ‘Dura lex, sed lex’ – (‘A lei é dura, porém é a lei’), é preciso destacar que a justiça desportiva nacional, sempre esteve mais assentada ao Direito Alemão, que acata com frequência o destaque americano da razoabilidade. Daí, ao ver a discussão de juristas e advogados, parece restar claro ao STJD a ausência de vontade de se adotar princípios de ‘Razoabilidade e Proporcionalidade’ no âmbito do direito Administrativo, já que dentro do campo de jogo o resultado não foi alterado. Ainda assim, entendo que a Portuguesa, deveria sim, ser punida, na forma pecuniária; perda do mando de jogos ou até mesmo com a perda de pontos, que poderia ser cumprida na edição 2014 do mesmo campeonato, conforme descreve o Art. 171 – (paragráfo 1º) da Justiça Desportiva, que em se tornando protagonista, ofuscou aquilo que de verdade tem valor: – o resultado dentro de campo! Vale ainda lembrar, que a equipe do ‘Flu’ é ‘profissa’ em tapetões. Ainda nesse campeonato, o técnico Vanderlei Luxemburgo, então no Fluminense, foi julgado e punido com dois jogos de suspensão, e sabe o que aconteceu? Ele comandou a equipe normalmente no jogo seguinte, cumprindo a pena nas duas rodadas subsequentes. Nessa altura, como publicitário, acho que a UNIMED patrocinadora oficial do clube, deveria igual fez a NISSAN – (patrocinadora do Vasco), romper o contrato com o time carioca por atitudes que desgastam e depõem contra a sua marca, missão e consequente imagem. Essa é mais uma cariocada do tribunal em véspera da Copa do Mundo. E por ver tudo isso, tem até gente dizendo que antes mesmo de contratar jogadores, os clubes devem pensar em advogados. Vergonha, vergonha, time sem vergonha no adjetivo e na moral!

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