Thanksgiving

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1O Halloween passou e nos preparamos agora para a chegada do segundo mais popular feriado americano.

O Thanksgiving (literalmente “dar graças”) é um feriado nacional celebrado principalmente nos EUA e no Canadá no qual agradecemos pela benção das colheitas e pelo ano que se finda.

A história nos conta que em 1621 colonos de Plymouth e índios Wampanoag compartilharam um banquete em agradecimento a colheita daquele ano. Esta teria sido uma das primeiras celebrações do feriado no país.

Este feriado, comemorado nos Estados Unidos na quarta quinta feira de novembro, só perde em grau de importância e popularidade para o Natal.

Milhões de americanos lotam os aeroportos para passar tal data com a família. De norte a sul, leste a oeste, famílias e famílias se reúnem em uma tipicamente fria quinta-feira de novembro, juntas à mesa, para comerem peru, “stuffing” (um tipo de farofa), molho de oxicoco (uma frutinha pouco conhecida no Brasil), purê de batata e torta de abóbora.

Durante o fim de semana do feriado, os shoppings ficam abarrotados de gente à procura dos melhores descontos do ano. Há comércios que abrem as 5 horas da manhã com longas filas de consumidores já à porta.

As casas têm suas entradas decoradas com motivos outonais. As core laranja, vermelho e ouro adornam todos os enfeites lembrando-nos da exuberância do outono.

Até carros têm pequenas decorações com motivos do feriado.

É uma festa. Uma festa com uma bela razão de ser.

Claro, tirando os excessos consumistas que infelizmente sempre acabam por permear muito de nosso feriados, o valor central do Thanksgiving é um dos mais nobres valores que podemos trazer conosco no exercício de nossa existência; o valor da gratidão.

Abra os olhos para o que o rodeia. Como dizem meus pais: “conta quantas bênçãos recebidas da Divina Mão você tem”. Mas…não espere por mega prêmios para ser grato (e feliz!). As maiores bênçãos são aquelas pequenininhas que ocorrem todos os dias ao nosso redor, mas que infelizmente pela correria de nossos cotidianos ou por uma desatenção ao que nos é essencial, acabamos por ter a visão turvada e não as perceber.

Enquanto escrevo este artigo tenho meus filhos, felizes e com saúde brincando com carrinhos perto de mim. Ao meu lado tenho uma xícara de chocolate quente. Pela janela vejo um por do sol magnífico que deixa o céu completamente dourado acasalando-o ao dourado das lindas árvores de outono da calçada.

Obrigada Senhor. A colheita é farta.

 

3 comentários

  1. Veronica em 13/11/2013 às 09:10

    Que motivo bom para se comemorar, muito bonito…Eu já ouvi falar muito em filmes mas desconhecia o motivo de tal comemoração obrigada por partilhar… FELIZ DIA DE AÇÃO DE GRAÇAS

  2. Ricardo Pira em 19/11/2013 às 12:04

    Compartilho uma leitura do feriado, talvez mais crua.

    “Pra mim, Ação de Graças é família e união.

    A ação de graças começou quando os peregrinos ancoraram aqui na América. Os índios os receberam, os deram abrigo, ensinaram como cultivar milho e como se garantir para o inverno. E aí prepararam uma das melhores refeições que os peregrinos comeram.

    E sendo gratos porque ensinaram como se preparar e sobreviver nesse admirável mundo novo, os peregrinos mataram os índios, e criaram o feriado em homenagem a eles.

    Então, na nossa ação de graças, eu sou grato pela minha família, pelos meus amigos mas, acima de tudo, sou grato por *não* ser nativo americano.”

    O trecho citado foi extraído do seriado “Todo mundo odeia o Cris”.
    E pode ser visto no vídeo:
    http://www.youtube.com/watch?v=j75H6f51EM0

  3. Thais Helena Guidolin em 20/11/2013 às 02:28

    Caro Ricardo, você não deixa de ter sua razão. Infelizmente a história é mesmo repleta de fatos lamentáveis de todos os gêneros. Mas, não estava tentando “reescrevê-la” com uma visão romantizada dos fatos. Meu objetivo era tratar do presente. Da importância de vivermos o dia de hoje em sua extensão máxima e, de sermos gratos pelos “pequenos presentes deste presente”.
    Um abraço Ricardo e obrigada.

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