O inesquecível circo mambembe de Veneno e de Dalila

circoForam encantadores tempos dos grandes e médios circos. Quando chegavam às cidades, a festa era geral, o povo nas ruas aplaudindo e saudando. “Hoje, tem marmelada? – o palhaço perguntava. E o povo respondia: “Tem, sim senhor.” E mais perguntas, até “le grand finale”, sempre aguardado: “ E o palhaço o que é?”. Delírio do povo: “Ladrão de muié.”

Um casal piracicabano – Osvaldo e Dalila Moreira – resolveu fazer o impensável para a época: ter circo próprio e oferecê-lo à população, em especial aos mais pobres. Deram-lhe o nome de “Circo do Veneno e da Dalila”. Foi em meados dos 1940s. Circo mambembe, feito com trapos, sem instalações fixas, itinerante, indo a bairros e encantando a população. Foram anos de heroísmo. De pais para filhos, destes para netos, o Circo do Veneno sobreviveu até 1990, quando Veneno e Dalila já eram falecidos. Para “matar a saudade”, os descendentes fazem anualmente, no Teatro Municipal, uma apresentação do circo, com bilheteria destinada aos necessitados. Eram e continuam sendo palhaços irresistíveis.

3 comentários

  1. Ademar Domingos Roma em 06/05/2018 às 23:39

    Me lembro muito bem .Sempre se apresentavam em Laranjal Paulista. Participei como criança e adolescente. Competiam na época com grandes circos, como o Garcia e os Irmãos Robattini.

  2. Luis Bourreau em 07/05/2018 às 14:12

    Boas lembranças do circo do Veneno em Piracicaba.
    A beira do inicio da av. Armando Sales esquina com av. Independência onde hoje se situa o Teatro Municipal era um campo o lado do riacho coberto hoje pela avenida A. S. onde os circos se armavam para receber a população para os seus espetáculos.
    Tempos que não voltam mais!

  3. wilson januario em 08/05/2018 às 11:57

    wilson januario quando era montado no bairro da pauliceia eu vendia bala no circo

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