Giocondo e bares amoráveis

Na Praça José Bonifácio, existia o Restaurante Giocondo, um dos locais – juntamente com a “Brasserie” – que mais assistiu a acontecimentos políticos e sociais. O restaurante pertencia à família Bandiera: criado por Giocondo Bandiera e, mais tarde, transferido para seu filho Alfredo Bandiera. Giocondo foi o antigo proprietário do Bar Commercial, onde se construiu o primeiro edifício vertical de Piracicaba, o “Georgeta Brasil”.

Para evitar confusões, o Giocondo divulgava-se como um “bar e restaurante familiar”, ocultando a boêmia que, ao longo das noites piracicabanas, o velho e romântico restaurante recolhia. A especialidade do Giocondo: “bebidas e comidas, quentes e frias, especialmente bifes”.

Nos anos 60, a família Bandiera vendeu o restaurante, que passou a ser propriedade de um líder da colônia japonesa, Oscar Nishimura. O nome passou a ser “Restaurante Alvorada”. Com a verdadeira morte do “velho centro” piracicabano, o bar também morreu, surgindo em seu lugar o Unibanco. Morreram, também, quase ao mesmo tempo, entre outros: a “Leiteria Brasileira”, no térreo do Clube Coronel Barbosa; “A Baiana”, no mesmo andar térreo, ao lado do Teatro São José; o bar do Tanaka, em frente ao Teatro São José; a “Nova Aurora”, de propriedade de João Cardinalli, um ponto chique, onde está o Bradesco; a confeitaria do Passarella, onde está o Banco Itaú; o “Café Imperial”, depois Dakota, onde se plantou o Banco Sudameris. Nos bairros e mesmo na área central, a mudança dos tempos também alterou a sentimental doçura boêmia caipiracicabana.

5 comentários

  1. Roberto de Carvalho Bandiera em 28/01/2021 às 11:55

    Boas lembranças…
    Apenas uma correção: O Bar e Restaurante Giocondo foi fundado pelo Giocondo Bandiera, que, anos mais tarde, transferiu a propriedade a seu filho Alfredo Bandiera, que administrou o estabelecimento durante muitos anos, até aproximadamente 1945/1946, quando então transferiu para o Sr. Oscar.
    Abraços, Cecilio !
    Roberto de Carvalho Bandiera (filho de Alfredo Bandiera)

    • Patrícia Elias em 03/03/2021 às 15:05

      Olá, Roberto.
      Cecílio pede pra lhe agradecer a correção: sim, ele sabia que o fundador foi Giocondo, que deu nome ao bar e restaurante – foi um descuido no registro. Já fizemos a atualização do texto, grata!
      Mas Cecílio recorda-se (porque frequentava o local na década de 1950 e 60) que a transferência de propriedade para Oscar Nishimura foi só na década de 1960. Confere?
      um abraço, Patrícia

  2. Jairo Teixeira Mendes Jairo em 03/03/2021 às 16:07

    Roberto creio que fomos colegas de Tiro de Guerra TG-36 em 1956. Frequentei muito o Bar mas penso que já era do Oscar. Roberto, você é irmão do Zé Maria Bandiera? Se é ou o cnhec pode me dar informações dele?
    Jairo Teixeira Mendes Abrahão.

  3. Jairo Teixeira Mendes Jairo em 03/03/2021 às 16:20

    Cecílio, amigo querido, você se esqueceu do “Vicentão”, depois “Hernani’s”, onde fora o Salão Central da mãe do Agmar!
    Jairo T. M. Abrahão

    • Patrícia Elias em 18/09/2021 às 19:42

      Olá, sr. Jairo, td bem?!
      Cecílio pede pra lhe agradecer, dizendo que se esqueceu.
      um abraço,

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