Giocondo e bares amoráveis

Na Praça José Bonifácio, existia o Restaurante Giocondo, um dos locais – juntamente com a “Brasserie” – que mais assistiu a acontecimentos políticos e sociais. O Giocondo pertencia à família Bandiera, criado por Alfredo Bandiera, antiga proprietário do Bar Commercial, onde se construiu o primeiro edifício vertical de Piracicaba, o “Georgeta Brasil”.

Para evitar confusões, o Giocondo divulgava-se como um “bar e restaurante familiar”, ocultando a boêmia que, ao longo das noites piracicabanas, o velho e romântico restaurante recolhia. A especialidade do Giocondo: “bebidas e comidas, quentes e frias, especialmente bifes”.

Nos anos 60, a família Bandiera vendeu o restaurante, que passou a ser propriedade de um líder da colônia japonesa, Oscar. O nome passou a ser “Restaurante Alvorada”. Com a verdadeira morte do “velho centro” piracicabano, o bar também morreu, surgindo em seu lugar o Unibanco. Morreram, também, quase ao mesmo tempo, entre outros: a “Leiteria Brasileira”, no térreo do Clube Coronel Barbosa; “A Baiana”, no mesmo andar térreo, ao lado do Teatro São José; o bar do Tanaka, em frente ao Teatro São José; a “Nova Aurora”, de propriedade de João Cardinalli, um ponto chique, onde está o Bradesco; a confeitaria do Passarella, onde está o Banco Itaú; o “Café Imperial”, depois Dakota, onde se plantou o Banco Sudameris. Nos bairros e mesmo na área central, a mudança dos tempos também alterou a sentimental doçura boêmia caipiracicabana.

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