Luiz de Queiroz, o Pai da Agricultura (3)

*Artigo e fotos/imagens  retirados do livro “Piracicaba, a doçura da terra”, de Cecílio Elias Netto.

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No dia 11 de maio de 1892, a Câmara dos Deputados de São Paulo decidiu promulgar a lei nº 26, pela qual ficava, o Executivo paulista, autorizado a fundar uma escola superior de agricultura e uma de engenharia e a estabelecer, nos lugares que se julgassem apropriados, dez estações agronômicas com seus respectivos campos experimentais.

Diante disso e com graves dificuldades financeiras, Luiz de Queiroz, para realizar o sonho, decidiu doar ao governo a sua amada Fazenda São João da Montanha, com todas as benfeitorias, mas com uma condição: no prazo de dez anos, teria que ser concluída e inaugurada a sonhada escola. Os percalços, no entanto, multiplicaram-se, as dificuldades aumentaram e Luiz de Queiroz não viveu para ver seu sonho: em 11 de junho de 1898, repentinamente, ele morre, em plena atividade. É enterrado no dia 12 de junho, seu aniversário, no Cemitério da Consolação na capital paulista, no jazigo dos Barões de Limeira, à rua 8, sepultura 38 e 39.

Em 12 de junho de 1964, a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, — o sonho, enfim, realizado, — construiu um mausoléu defronte o prédio principal, conseguindo a trasladação dos restos mortais de Luiz e Ermelinda Queiroz para o campus da ESALQ O mausoléu foi projetado pelo artista piracicabano Archimedes Dutra, tendo a seguinte inscrição: “A Luiz Vicente de Souza Queiroz… O teu monumento é a tua escola”.

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