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Navegação fluvial, audácia secular

*Artigo e fotos/imagens  retirados do livro “Piracicaba que amamos tanto”, de Cecílio Elias Netto.

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E como não nos apaixonarmos por esta terra abençoada? E como não amá-la, quanto mais a conhecermos? A bênção do rio inspirou nossos ancestrais a grandes destinos. Como se fosse água benta, sacramentou batismos de criações, de inventividades.

Começou com a produção de canoas, com o povoador Antônio Corrêa Barbosa, cuja principal missão era fabricá-las. E o povoado tornou-se o centro paulista de fabricação de canoas.

Conquistar o rio, navegar por ele passou a ser o nosso crisma, o conhecimento de nossa missão. A navegação fluvial – com barcos a vapor – foi quase que obsessão de nossos ancestrais. Em 1866, o Barão de Rezende promovera o início da navegação fluvial.

Diversas outras tentativas foram feitas ao longo do século 19, uma audácia pioneira. Foi João Luiz Germano Bruhns – de poderosa família que teria, como descendente, o Prêmio Nobel de Literatura Thomas Mann – quem conseguiu a concessão imperial, com o decreto 5.290 de D. Pedro II, de 24 de maio de 1873. Estava criada a Companhia de Navegação Fluvial Paulista, uma ousadia admirável.

O navio pioneiro foi o “Explorador”, cuja primeira viagem aconteceu no dia 13 de janeiro de 1874. No dia 26 do mesmo mês, a embarcação chegou até Lençóis Paulista. Outro navio pioneiro foi o “Prainha”, construído pela família Bottene. E Piracicaba vibrou de orgulho quando o Imperador D. Pedro II visitou a cidade, fazendo questão de conhecer o leito navegável do rio Piracicaba, embarcando num dos navios, sendo levado até o Limoeiro. Contar histórias de nossa terra – a nossa história – é narrar um conto de fadas.

A Rua do Porto leva esse nome por ter sido o ponto inicial da navegação, com aduana e regulamentos. Como o leito do rio, na estiagem, impedia a navegação, outro centro referencial foi o Porto João Alfredo (nome de um governador paulista), a atual Ártemis, que gostamos de pronunciar Artêmis.

 

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