Hotel Central, joia perdida

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A destruição do Hotel Central tornou-se um dos acontecimentos mais dolorosos para Piracicaba. Era um patrimônio histórico, arquitetônico e cultural dos piracicabanos. Foi, a princípio, a residência do Senador Nicolau do Campos Vergueiro, luso-brasileiro, um dos mais importantes políticos brasileiros durante o Império. Morando em Piracicaba, o Senador Vergueiro, após a abdicação de D. Pedro I, passou a ser um dos componentes da Regência Trina Provisória do Brasil. Morou em Piracicaba, onde construiu a casa que se transformaria no Hotel Central.

O hotel nasceu de iniciativa de Janjão de Castro – fundador do primeiro restaurante de Piracicaba, em 1891 – e passou por diversas reformas. À porta do hotel – no mais famoso crime passional brasileiro da época – o pintor José de Almeida Júnior foi assassinado pelo marido de sua amante.

Palco de grandes recepções, o Hotel Central era o núcleo cultural e social de Piracicaba por muitas décadas. Em 1910, teve o pioneirismo de servir, aos hóspedes, água filtrada, um grande avanço para a época.

Pertenceu a Aristides Gianetti, seu último proprietário. O hotel foi criminosamente derrubado numa madrugada de 1982, para evitar seu tombamento histórico, dando lugar a um estacionamento vertical e a uma agência bancária.

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