Diferentes espaços recebem a programação do último fim de semana do Fentepira

Júlia será apresentado no domingo - foto Edinho LimaO 8º Fentepira (Festival Nacional de Teatro de Piracicaba) espalha-se, neste fim de semana, por diversos espaços culturais da cidade, como o Parque do Engenho Central, o Sesi, a praça José Bonifácio e o Ponto Arte Garapa. Até o dia 10, o público confere, com entrada gratuita, espetáculos premiados em todo o país e aplaudidos pela crítica especializada. O evento é realizado pela Secretaria Municipal da Ação Cultural (Semac).

O festival, que tem como curador o diretor teatral Roberto Rosa, traz amanhã (8) o espetáculo Curra – Temperos para Medéia, às 20h, no Ponto de Cultura Garapa. Um terreiro, uma arena, um banquete e pés descalços para celebrar o efêmero. É neste cenário que o Grupo Contadores de Mentira, de Suzano, retrata o mito de Medéia, recortado por dança, canto, rituais, comida e emoções sensoriais.

No sábado (9), a praça José Bonifácio é palco do musical épico-narrativo Ópera do Trabalho, às 11h. A montagem paulistana do Grupo Buraco d’Oráculo abusa dos ritmos populares para questionar, de maneira cômica e divertida, os modos de produção e as condições do universo do trabalho. O objetivo é desvelar como os produtores estão apartados de sua produção, submetidos a péssimas condições de trabalho.

Ainda no sábado (9), o Teatro Municipal Erotídes de Campos será palco da adaptação de famoso texto da escritora Hilda Hilst: o espetáculo Agda, às 20h. A montagem mobilizou os grupos campineiros Boa Companhia e Matulateatro. Trata-se de uma fábula atemporal de caráter trágico que narra a trajetória de uma “mulher maldita”. A personagem Agda é vivida pelas atrizes Alice Possani, Melissa Lopes e Verônica Fabrini.

A mostra principal do Fentepira termina falando sobre a vida de outra mulher no espetáculo Júlia, às 17h, no palco montado entre os armazéns 7A e 7B do Parque do Engenho Central. A peça do Grupo de Teatro Cirquinho do Revirado, de Criciúma (SC), narra as andanças de Júlia e seu fiel escudeiro Palheta, estabelecendo uma tênue linha entre realidade e ilusão em que uma mulher sem pernas seria capaz de rodopiar.

BATE-PAPO – Após os espetáculos da mostra principal, os grupos participam de bate-papo com o público e a comissão debatedora, composta pelo curador, Roberto Rosa, a dramaturga Ana Souto e o crítico de teatro Alexandre Mate, professor do Instituto de Artes da Unesp (Universidade Estadual Paulista).

“O Fentepira se diferencia dos demais eventos do gênero no país por não se tratar de uma mostra competitiva. Entre os grandes objetivos do evento estão a popularização das artes cênicas, o fomento dos grupos teatrais e a formação de plateias”, afirma a secretária da Ação Cultural, Rosângela Camolese, lembrando que o festival, regulamentado pela Lei Municipal nº 6.072/2007, integra o calendário oficial das atividades de Piracicaba.

PARALELAS – O fim de semana terá três atividades paralelas. A primeira delas promove o encontro da curiosidade de um menino com a criatividade do grande artista Pablo Picasso (1881-1973), no espetáculo O Menino que Mordeu Picasso, com apresentação no sábado (9), às 16h, no Teatro do Sesi. A montagem infantil da Companhia Charge Produções Culturais, de Atibaia, conta a aventura de uma criança que visita o ateliê do pintor e escultor espanhol.

No domingo (10), a parceria da Semac com o Projeto Diversão em Cena, da ArcelorMittal, traz para o Teatro Municipal do Engenho o espetáculo infantil A Cortina da Babá, às 16h. A montagem do Grupo Sobrevento baseia-se no conto “Nurse Lugton´s Curtain”, da escritora inglesa Virginia Woolf. Para criar a peça, o grupo trouxe ao Brasil Liang Jun, diretor da Companhia de Arte Popular de Shaanxi, a maior companhia de Teatro de Sombras da China.

A 8ª edição do Fentepira termina com uma atração paralela, o espetáculo Ara Pyau – Liturgia Para O Povo Invisível, às 20h, no Ponto Arte Garapa. O encontro entre as artes cênicas com a cultura milenar dos povos indígenas Guarani deu origem à montagem do Teatro Girandolá, de Francisco Morato (SP). A trama se desenvolve a partir da história de um jovem à procura de suas origens. Nessa busca, ele se depara com um lugar habitado por um povo que vive camuflado com a natureza.

A Prefeitura de Piracicaba é realizadora do Fentepira, por meio da Secretaria Municipal da Ação Cultural, com o apoio do Sesi Piracicaba, Tusp Piracicaba, Senac Piracicaba, Apite! (Associação Piracicabana de Teatro), Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba), Secretaria Municipal de Educação e Centro de Comunicação Social.

SERVIÇO – 8º Fentepira. Curra – Temperos sobre Medéia, amanhã (8), às 20h, no Ponto Arte Garapa (r. Dom Pedro II, 1.313, Bairro Alto). Ópera do Trabalho, sábado (9), às 11h, na Praça José Bonifácio (Centro). O Menino que Mordeu Picasso, sábado (9), às 16h, no Teatro do Sesi (av. Luiz Ralph Benatti, 600, Vila Industrial). Agda, sábado (9), às 20h, no Teatro Municipal Erotídes de Campos (av. Maurice Allain, 454, Parque do Engenho Central). A Cortina da Babá, domingo (10), às 16h, no Teatro do Engenho. Júlia, domingo (10), às 17h, entre os armazéns 7A e 7B do Parque do Engenho Central. Ara Pyau – Liturgia Para O Povo Invisível, domingo (10), às 20h, no Ponto Arte Garapa (r. Dom Pedro II, 1.313, Bairro Alto). Entrada gratuita para todas as atrações. A distribuição de ingressos tem início uma hora antes das apresentações. Informações: fentepira.com.br, fentepira.wordpress.com, pelo Facebook Fentepira Piracicaba ou pelos telefones (19) 3413-5212 e 3413-8526.

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