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A nossa Ave Maria, de Erotides

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Erotides de Campos. (imagem: acervo Clube do Choro)

A música irradiou-se pelo Brasil, espalhou-se pelo mundo. Orquestras, conjuntos musicais, cantores, gente do povo, não houve quem não se emocionasse já aos seus primeiros acordes: “Cai a tarde, tristonha e serena, em macio e suave langor…” É a “Ave Maria”, de Erotides de Campos, o moço de Cabreúva que se tornou piracicabano de alma e coração.

Erotides, cujos dons foram descobertos já na infância, foi levado a estudar no colégio salesiano de São Paulo. Ainda criança, revelara-se um flautista admirável. Sua história é apaixonante, feita de sofrimento e de perseverança, alimentada por uma sensibilidade musical ímpar. Piracicaba foi privilegiada ao recebê-lo como professor. E Erotides soube vivenciar as maravilhas espirituais que esta nossa cidade transuda. A “Ave Maria” – por muitas décadas – foi uma referência de paz e de reflexão, quando as emissoras de rádio a transmitiam naquele horário antigamente sagrado das seis horas da tarde. A “Ave Maria” ainda soa nos entardeceres piracicabanos. Bastam, apenas, aqueles quase esquecidos ouvidos de ouvir.

Entre as centenas de suas composições, destacam-se, também, Murmúrios do Piracicaba, Alvorada de Lírios, Uma Barquinha Azul. A alma de Erotides diz, ao final da música:

…traz amor, paz e alegria, na prece da Ave Maria.

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