Cemitérios que a cidade esqueceu

Piracicaba considera-se, atualmente, bem provida de cemitérios. Mas, já no século passado, os cemitérios eram determinantes da cultura da cidade. Onde atualmente está a escola “Moraes Barro” – antigamente chamado de grupo escolar – era cemitério. E um outro, onde era a Igreja da Boa Morte, fundado e projetado pelo grande artista Miguelzinho que se transformou no Colégio Assunção.

O cemitério da Boa Morte – que deu a margem ao surgimento de lendas e superstições – existiu, comprovadamente, até o ano de 1870. E deveria ter sido o cemitério da preferência das elites piracicabanas da época.

No Cartório do 2º Ofício, há uma disposição testamentária da filha do Marquês de Monte Alegre, Maria Inez da Costa Carvalho, em que determinava fosse enterrada “entre os seus irmãos , nos cemitérios da Boa Morte”. Durante muito tempo, os piracicabanos, quando passavam diante do Colégio Assunção, faziam o sinal-da-cruz. Eram resquícios dos mistérios daquele cemitério.

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