Comunistas fichados por área de atividade

Publicação da série Inventário DEOPS – esta assinada pela piracicabana Beatriz Brusantin (“Na boca do sertão: o perigo político no interior do Estado de São Paulo”, Arquivo do Estado, 2003) – indica que, na década de 40, os comunistas locais foram fichados com indicações sobre a sua atividade política específica.

Os grupos eram assim definidos pela polícia política: “Os orientadores, em sua maioria, não compareciam nas reuniões organizadas pelo Partido, mas são os que dirigem, por trás das cortinas, os destinos do núcleos do Partido Comunista do Brasil em Piracicaba. Eram ausentes nos comícios da cidade. Os propagandistas, tendo dentre eles alguns orientadores, organizam reuniões em diversos pontos da cidade. Distribuem panfletos e boletins de propaganda comunista e costumam realizar sabatinas. Os simpatizantes, geralmente semi-analfabetos, e completamente ignorantes, compareciam aos comícios para aplaudir os oradores propagandistas e comparecem às reuniões a fim de receberem instruções dos dirigentes”.

Seguem-se a menções de quem seria cada um deles. Como orientadores são mencionados Hélio Krahenbuhl, Antonio Ferraz, Gilberto Ribeiro, Lázaro Mattos, João Chiarini, Estefânia Sampaio. Os propagandistas mencionados eram Delza Gerdes, José Gerdes, Máximo Beduschi e Nelson de Oliveira, enquanto, apenas como simpatizantes, foram fichados João Carletti, Elpídio Camargo, Joaquim Esteves e Francisco Zanella. Qualificados como agitadores estavam João Chiarini, Máximo Beduschi, Paulino Macedo, Antonio Matarazzo e Francisco Matarazzo.

 

João Chiarini, quando jovem

 

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