Coriolano Ferraz do Amaral

Nasceu em Piracicaba em 30 de julho de 1870, filho de Joaquim Ferraz do Amaral e Francisca Emilia Ferraz do Amaral, tradicional família piracicabana.

Aos 16 anos foi estudar em Salvador, Bahia. Posteriormente cursou a Faculdade de Medicina onde colou grau em 11 de dezembro de 1896. Retornou a sua terra natal, iniciando sua clínica particular. Passou a integrar também o corpo clínico da Santa Casa de Misericórdia.

Casou-se em primeiras Núpcias com Francisca de Almeida Morato, com quem teve cinco filhas. Em segundas núpcias com Ana Morato Ferraz, tendo mais quatro filhos.

Na Santa Casa ocupou diversos cargos e, em 1900, integrou a Mesa Administrativa, permanecendo nela por 45 anos.

Exerceu clínica particular no tempo em que se utiliza de cavalos e troles para visitar pacientes. Por ocasião da gripe de 1918, chegou a ficar sozinho no atendimento dos enfermos, porque seus colegas também adoeceram.

Na Política também gozou de grande prestígio. Ocupou a presidência da Câmara Municipal e o cargo de prefeito. Elegeu-se deputado estadual por sua cidade, de 1916 a 1920.

Em 1924 eclodia em São Paulo o movimento revolucionário, chefiado pelo coronel Isidoro Dias Lopes. Vários piracicabanos, entre eles, Dr. Coriolano, manifestaram seu entusiasmo pelo mesmo.

Dr. Coriolano, então, “foi preso, indigitado como um dos cabeças da Revolução e remetido para São Paulo, com outros companheiros de ideal…”.

Fundou-se o Partido Independente que, em 1925, derrotou o partido Republicano. Em 1926, Coriolano foi eleito prefeito de Piracicaba.

Ocupou, pela primeira vez, o cargo de provedor da Santa Casa, em 18 de janeiro de 1920. Foi reeleito provedor por 26 anos. Em 1946 deixou a provedoria por sentir-se enfermo.

Faleceu nesta cidade em 7 de outubro de 1949. Recebeu aqui muitas homenagens e reconhecimento por seus trabalhos.

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