Saúde confirma larvas de mosquito da dengue em casa abandonada

Invadecasadengue5O laboratório do CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) confirmou na manhã desta terça-feira (12) que as larvas encontradas em uma residência da avenida França, no bairro Cidade Jardim, são da espécie Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue. Ao todo, 25 larvas foram identificadas na água acumulada em um recipiente plástico e uma lata de tinta recolhidos do imóvel, que teve o acesso forçado por parte do órgão na tarde de ontem.

“Esperamos que a sujeira decantasse para recolher as larvas. Ao todo foram identificados 25 organismos, em diversos estágios, todos do Aedes aegypti. Isso reforça ainda mais a ideia da população colaborar com a retirada de criadouros e denunciar os supostos focos de dengue, pois além dos imóveis abandonados, há também recusa em receber os agentes em muitas residências”, afirmou Sebastião Amaral Campos, o Tom, coordenador do PMCD (Programa Municipal de Combate à Dengue).

Realizada na tarde desta segunda-feira (11), a inspeção no imóvel foi acompanhada por homens da Defesa Civil e um chaveiro. O imóvel foi o terceiro a receber a ação do CCZ após a entrada em vigor do decreto municipal 15.751 de 2014, que regulamenta as ações de fiscalização no combate à dengue em imóveis abandonados ou com recusa dos proprietários à entrada de agentes de combate à doença.

“Fizemos nossa parte ao criar o decreto que regulamenta a legislação e permite o acesso forçado a imóveis com supostos focos de dengue e a confirmação do CCZ vem reforçar a necessidade de fecharmos o cerco aos imóveis abandonados ou onde há recusa na visita dos agentes de zoonoses”, afirmou o prefeito Gabriel Ferrato.

Desde o início do ano, mais de 300 notificações de imóveis abandonados ou desabitados foram enviadas pelo CCZ e cinco multas foram aplicadas. A multa tem valor aproximado de R$ 900 e é dobrada em caso e reincidência. Outras duas residências, na rua São José, no Centro, receberam a ação da Zoonoses no mês passado. “Conseguimos resolver os problemas nessas casas após o ingresso forçado, pois uma casa foi demolida e a outra completamente limpa pelo proprietário”, afirmou o coordenador do PMCD.

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