Ser ou não ser…

220px-Edwin_Booth_Hamlet_1870A famosa frase de profundo efeito filosófico “Ser ou não ser, eis a questão”, que vem da peça: ‘A Tragédia de Hamlet’ de Shakespeare, poderia sim, ter apenas um sentido figurado nas formas e expressões de vida do cotidiano tupiniquim. Nessa mesma coluna, escrevi e dissertei positivamente a favor do ‘ Projeto Cidade Limpa’, que amparado pela Lei 6468/2009, inegavelmente acabou por deixar a nossa cidade com um visual mais leve, valorizando a arquitetura, as praças e os ambientes da nossa terrinha. No texto passado, critiquei os diferentes pesos dados a Lei, pois quando o assunto interessa a prefeitura, passa-se por cima das restrições imposta aos do lado de cá. Na verdade e como na maioria das vezes, as leis são feitas em total desconhecimento e discussões com as partes interessadas, deixando tudo ao sabor de ‘edis’, daí, a redação final, passou-me uma imagem mostrando que a mesma arma que defende, pode ferir, e essas ataduras são plenamente visíveis nas ações e reações determinadas pelos eventos patrocinados pelo executivo local. Claro e evidente que os eventos culturais, de lazer e outros de interesses públicos necessitam de várias fontes e formas de divulgação, inclusive, é claro, de comunicações visuais de ruas, que poderiam ter sido explicitadas e padronizadas no projeto da Lei acima, para publicação em estruturas pré-definidas, em parques, jardins e rotatórias da cidade. Entretanto, como tudo é feito ao atropelo, isso ficou de fora. Daí, quando vi faixas e banneres de uma determinada campanha de trânsito, amarradas em postes, semáforos e árvores, reclamei e como quem cala consente, a prefeitura de bocas fechadas, assumiu os erros em correção. Agora e de novo, os postes da cidade recebem em vários pontos, mini placas informando o evento Casa Cor Interior, passando mais uma vez, a sensação que eles e os amigos do rei tudo podem, deixando para nós outros, os súditos, o cumprimento legal. Passam-me, ainda, aspectos de insolência oficial, de afronta e irrisão dos nossos reclamos. Afinal, ser ou não ser, amigo do rei?.. eis a questão! Pois a meu ver, empresas de alto escopo e que bem alto planam, deveriam sim, seguir os mesmo rumos que a lei determina aos menores, já que a Constituição até garante que ‘Todos somos iguais perante a lei’… menos os amigos do rei. É claro! (emenda minha). Quer apostar que o silêncio vai consentir de novo?

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