A escrava Flora, alforriada

Miss Martha Watts conseguiu, rapidamente, o carinho e a admiração das famílias piracicabanas, especialmente as protestantes. Ao criar o Colégio Piracicabano, Miss Martha precisou de uma “despenseira” para dirigir a cozinha da escola. Amiga da família Blumer, alemães luteranos, a missionária conheceu Flora Maria, escrava que Pedro Blumer adquirira em Porto Feliz ao fazendeiro Matias Dias de Toledo, tio da Baronesa de Porto Feliz. Flora Maria levava o nome de seus donos, Flora Maria Blumer de Toledo.

Convidada a trabalhar no colégio, Flora aceitou. Mas Miss Martha, antes de levá-la, quis que Flora Maria fosse alforriada. Prudente de Moraes foi o advogado que tratou da alforria de Flora. Conforme consta no 2º Cartório de Notas de Piracicaba, no livro 33 fls. 43, a liberdade de Flora foi concedida ao preço de 400 mil réis, pagos a Maria Isabel Blumer, que tinha procuração de Pedro. Flora Maria tornou-se verdadeiro ídolo das missionárias e dos alunos, tendo aprendido inglês e sendo levada, pelo pastor metodista William Koger, a conhecer os Estados Unidos. Flora Maria faleceu em 22 de julho de 1892, vítima de uma hidropsia. Ela era, no Colégio Piracicabano, a Tia Flora.

 

 

 

 

 

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