Adhemar de Barros

Adhemar Pereira de Barros foi um dos principais políticos brasileiros entre as décadas de 1930 e 1960. Nasceu em Piracicaba no dia 22 de abril de 1901, filho de Antônio Emídio de Barros, poderoso proprietário de terras em São Manoel (SP), e Elisa Pereira de Barros, dama da oligarquia cafeeira paulista. Seus irmãos Geraldo Pereira de Barros e Antonio Emídio de Barros filho foram também políticos atuantes.

Adhemar fez o curso secundário no Ginásio Anglo-Brasileiro, em São Paulo, cursando a Faculdade de Medicina da Universidade do Rio de Janeiro, onde se formu em 1923. Em seguida, ampliou os estudos médicos na Universidade Popular de Berlim. Ao voltar ao Brasil, casou-se com Leonor, filha do renomado professor da Faculdade de Direito de São Paulo, Otávio Mendes e sobrinha do médico e influente político também piracicabano Paulo de Moraes Barros. Fixou-se no Rio de Janeiro, trabalhou no Instituto Oswaldo Cruz e, com a eclosão da Revolução Constitucionalista de São Paulo, em 1932, engajou-se, como médico, nas fileiras revolucionárias. Serviu como capitão, exilando-se, após a derrota paulista, no Paraguai e na Argentina.

Foi eleito deputado estadual em 1934, iniciando uma vitoriosa e controvertida carreira política. Fundou o PSP (Partido Social Progressista) e, com o golpe getulista de 1937, foi nomeado interventor de São Paulo, apesar de ter sido ferrenho adversário de Getúlio Vargas. Sua administração foi considerada calamitosa pelos adversários, afastando-se em 1941. Fortaleceu, no entanto, sua influência como líder populista e, na redemocratização do Brasil após a ditadura Vargas, elegeu-se governador de São Paulo em 1947, realizando um governo no qual, apesar de denúncias de graves escândalos, realizou grandes obras, tais como a conclusão do Hospital das Clínicas, as rodovias Anchieta e Anhanguera, escolas industriais no interior do estado e ampliação da Escola de Agronomia Luiz de Queiroz, em Piracicaba.

Foi candidato à presidência da República em 1955, sendo derrotado por Juscelino Kubitschek. Elegeu-se prefeito de São Paulo em 1957. Candidatou-se ao governo de São Paulo em 1958, perdendo para Carvalho Pinto; em 1960 tentou, novamente, a presidência da República, mas perdeu para Jânio Quadros. Em 196,1 elegeu-se, novamente, governador de São Paulo, passando a ser um dos articuladores da campanha contra o presidente João Goulart, após a renúncia de Jânio Quadros. Vitoriosa a revolução militar, Adhemar de Barros caiu em desgraça e foi cassado em 1966.

Exilou-se em Paris, onde morreu em 12 de março de 1967. Além de político, Adhemar de Barros foi poderoso empresário, com fábricas de tecidos, chocolates(Lacta) e proprietário de grandes fazendas em São Manuel, Taubaté, Itapeva e Caraguatatuba. Teve os filhos Antônio Mendes de Barros e Ademar de Barros filho, que também militaram na política.

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