Godofredo Bulhões Ferreira de Carvalho

Aportou em Piracicaba, em 1914. Era piauíense. Chegara casado com dona Iracema Bulhões Ferreira de Carvalho.

Nasceu em Amarante, em 25 de agosto de 1891 e faleceu aos 91 anos em 9 de novembro de 1954.

Médico pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Em 27 de dezembro de 1913 a tese de doutorado foi aprovada com distinção e tratava do “Estudo clínico das sincinesias”.

Graduando-se, não veio direto à esta urbe. Estabeleceu-se em Socorro, SP. Aí foi facultativo da Prefeitura e diretor clínico da Santa Casa. Assentou-se à Avenida Areão (Ruy Barbosa) nº 80, na Vila Rezende. Com clínica médico – cirurgica, operador, parteiro.

Fora assistente do professor A. Austregesilo (Rio), também, de sua Santa Casa; ex-diretor clínico do “Hospital Dr. Renato Silva” (SP); do Instituto de Proteção à Infância “dr. Moncorvo” (RJ).

Em 1920 recebeu a visita de seu genitor. Notabilidade médica no Piauí. Em 1923, em seu aniversário natalício, foi homenageado pelos Vilarezendinos com discurços, pela Corporação Musical “União Operária”, missa.

Esteve no Corpo Clínico (1922) da Assistência Laboratorial de Socorros Médicos e na Assistência à Infância e à Maternidade.

Em 1920 já pertencia à Irmandade da Santa Casa de Misericórdia, também, seu irmão remido (1923).

Foi vereador à Câmara Municipal de Piracicaba em 1923/1925; em 1936/1937, como vice-presidente.

Em 1950 foi fundador da Secção Regional de Piracicaba da Associação Paulista de Medicina.

O ex-deputado estadual Bento Dias Gonzaga apresentou à Assembléia Legislativa do Estado o Projeto de Lei nº 1398, de 1959, dando o nome do atuante médico ao Centro de Saúde local, onde fora o seu sanitarista até a morte.

Ao seu falecimento o ex-deputado estadual Luiz Dias Gonzaga fez contar em os Anais (l0.XI. 1954) um Voto de Pezar pelo seu passamento.

Palestrador, compareceu aos bairros rurais e urbanos, falando sobre endemias e epidemias, sobretudo em as emissoras locais.

Lutou contra a gripe espanhola (1918); o tifo (1926/1929); a poluição do rio Piracicaba (1936/1937).

Recebeu homenagens póstumas: Placa no Centro de Saúde; nome de Rua e da APM. – Regional de Piracicaba.

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