João Dell’ Aringa

Residia e era domiciliado à Alferes José Caetano, quase à Rua Rangel Pestana, então, com a primeira esposa. Depois, casou-se em segundas núpcias.

Por força do hábito (o de oficial de Justiça) era visto com chapéu,paletó e gravata.

Com o Nunes, com o Plácido Teixeira constituía o triunvirato de oficiais forenses.

Enérgico, duro, os prazos eram cumpridos à determinação da lei.

João Dell Aringa era o bumbeiro da Corporação Musical “União Operária”, ainda, à Rua São José.

Antigamente os bumbeiros da banda eram baixos e gordos. Como os bumbos eram de metais, com tarrachas, pesavam bastante. Então, apoiavam-nos nas cintas largas. E assim desfilavam com eles, na última linha de instrumentistas.

Em todo o 1º de maio àquela corporação reunia-se no “Papini”, em Vila Rezende, para um almoço, às expensas de Mário Dedini. Em 1944, era lnterventor Federal o Dr. Sebastião Nogueira de Lima, que aqui fora delegado, promotor, advogado da burguesia. E em SP, procurador, secretário de Estado em três partes.

Todos o saudaram com breves discursos. Houve brindes: à saúde do lnterventor; de Mário Dedini; de Gierônimo Gallo, da Corporação Musical. Eis que, João Dell’ Aringa, bêbado, sobe ao assento da cadeira com uma taça de champanha à mão. Dá um tremendo berro, pedindo aos participantes silêncio. Tudo se emudeceu. E no mesmo tom ele dá um brinde à saúde da mulher, que naquele ano era um regulador. Os convivas incontinenti deixaram o local.

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