Monsenhor Rosa, nosso “Cura d’Ars”

Manoel Francisco Rosa, o Monsenhor Rosa, foi o mais carismático dos padres católicos de Piracicaba no século XX. Nascido em São Roque em 26 de abril de 1874, foi ordenado padre no dia 22 de dezembro de 1900. Em 20 de fevereiro de 1910, foi nomeado, pelo bispo Dom Nery, da Diocese de Campinas, pároco da Matriz de Santo Antônio, em Piracicaba. O padre Rosa tinha sido coadjutor da Igreja de Santa Cecília, em São Paulo, e pároco em Descalvado. Sua vinda a Piracicaba se deveu a um esforço de Dom Nery para superar a crise religiosa formada pelo vigário anterior, Monsenhor Soledade, com os frades capuchinhos, estando os católicos divididos entre as duas vertentes.

Monsenhor Rosa conquistou os piracicabanos por sua pobreza, santidade e espírito de humildade, conseguindo o respeito até mesmo de instituições e personalidades anticlericais. Foi reconhecido pelo povo como o “Santo Cura d’Ars” de Piracicaba. Quando da instalação da Diocese, com o I primeiro Bispo D.Ernesto de Paula, foi Monsenhor Rosa um dos baluartes para a construção da nova Catedral. Criou a Pia União de Santo Antônio, construiu a capela da Santa Casa ( que era administrada por maçons, num tempo de distanciamento entre Igreja e Maçonaria), adquiriu a casa paroquial da Matriz de Santo Antônio, então na rua 15 de Novembro, 122, que pertencia ao Coronel Aquilino Pacheco. Morreu no dia 7 de junho de 1965 e o Bispo Diocesano da época, D.Aníger Francisco Maria Melilo, determinou que se corpo fosse sepultado na cripta da Catedral.

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