Os perigos desta vida…

download (6)Há uma linda música de Toquinho e Vinícius, com este alerta importante: são demais os perigos desta vida pra quem tem paixão. Mesmo sem paixão, o perigo existe.

Um perigo terrível, aquela lata de sardinha ou de atum, que vem com a argolinha presa na tampa, para que seja alavancada. Se você não for um Arquimedes e errar o ponto de apoio, a latinha vira de lado e o corte no dedo é fatal.

Lâminas da maquininha-sensação que rala, tritura, pica, corta, exigem cuidado extremo, pois esse diabo a quatro pode ser o próprio demo.

Ai, os pisos de cerâmica molhados. Tornam-se ainda mais assassinos com sabão e espuma. Lisos, pérfidos, traiçoeiros. Temos de andar sobre eles com as “legítimas”, ou nos esborracharemos com a cara no chão.

Alerta vermelho: depois de certa idade, pegar um objeto no chão, curvando a coluna. Ah, leitor, mesmo que você não tenha chegado à idade provecta, cuidado. Pode ocorrer a tal “mordida no nervo”, que o levará a dar entrada no hospital vomitando e uivando de dor.

E quando vemos, pelo retrovisor do carro, duas motos vindo atrás de nós? Em geral, fico no meio, colaborando com a ultrapassagem. Enfim, são centímetros que nos separam das máquinas voadoras. Ui! Passaram! E rezamos pelo Anjo da Guarda dos motoqueiros.

Perigo maior é quando as pessoas vão sair de casa, ou entrar à noite para guardar o carro na garagem. Muitos são abordados por ladrões neste momento. Quando não entram na residência para a limpeza de praxe. O correto é não reagir, não tentar a marcha à ré, nada disso. Quietinho, entregue as chaves e salve sua vida.

Um perigo que parece bobo, mas é perigo: a panela de pressão. Limpe a válvula, passe um palito de dente por dentro daquele furinho regularmente, veja se a tampa se acoplou bem, se está tudo em ordem, porque se uma panela de pressão resolver explodir e deixar feijão grudado no teto da cozinha, antes ela vai dar giros acrobáticos batendo em tudo, podendo atingir alguém. Em seguida, vem a reforma da cozinha. Outro perigo para o bolso…

Atravessar algumas avenidas, uma tentativa arriscada, sobretudo em certos horários, quando os carros são verdadeiros bólidos dos Jetsons e cada motorista ao volante está desesperado para chegar ao seu sacrossanto lar.

E a turma da coragem que, sem ser do ramo, sobe para consertar o telhado? Quantos já se feriram nesta aventura mortal? Chame gente especializada, não se arrisque.

Alguns brinquedos de parques de diversão, para mim, é um perigo em potencial. Aquelas cadeirinhas que sobem e descem, é preciso verificar se o cinto de segurança está funcionando, se a trava da cadeira está bem travada.

Tento dar leveza ao tema, mas o assunto é sério. Porque não há graça nenhuma em despencar de uma roda-gigante, por exemplo.

São perigos, riscos que corremos numa simples idéia de diversão. A lista deles não tem fim. Há perigos que nem imaginamos perigosos, como o pedaço de bolo com formigas. Você tem idéia de onde elas já puseram as patinhas, antes de chegar ao bolo? Vá pensando.

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