Bancários entram em greve nesta terça-feira em todo o país

Bancários de todo o país iniciam paralisação a partir desta terça-feira (6) por tempo indeterminado, após rejeitarem a proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) de reajuste de 5,5% nos salários e benefícios, que sequer cobre a inflação de 9,88% no período, o que geraria perda de 4% nos salários. Em Assembleia Geral Extraordinária, na quinta-feira (1º), na sede do Sindicato dos Bancários de Piracicaba e Região (SindBan), a categoria decidiu pela greve por unanimidade.

As principais reivindicações dos bancários são reajuste salarial de 16% (reposição da inflação mais 5,7 de aumento real), PLR, 14º salário, garantia de emprego e ampliação das contratações, fim das metas abusivas e do assédio moral, medidas de segurança como dois vigilantes durante o expediente, instalação de biombos nos caixas e fim da revista íntima e combate à terceirização.

“Nossa data base foi dia 1º de setembro e entregamos as reivindicações em 11 de agosto. Trabalhamos pelo diálogo e acordo, mas os bancos trabalharam com o retrocesso de nossos direitos, apresentando propostas insuficientes e que prejudicam não apenas o trabalhador, como também a sociedade. A única forma de combatermos os desmandos e o desrespeito dos banqueiros é a greve”, afirma o presidente do SindBan, José Antonio Fernandes Paiva.

Paiva ressalta que os lucros dos bancos no primeiro semestre não sustentam a justificativa (momento delicado da economia) da Fenaban para apresentar reajuste abaixo da inflação. “Os cinco maiores bancos juntos tiveram lucro de R$ 36,3 bilhões, 27,3% a mais do que o mesmo período do ano passado.”

Está prevista a adesão imediata à greve de agências de Piracicaba, Santa Bárbara D`Oeste, Capivari, Tietê e São Pedro. “Queremos uma paralisação mais ampla e intensa. Podemos estender para outras cidades de nossa base”, explica o presidente da entidade sindical.

 

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