O Gênio Chico, sua música e o STF

Há coisa de 30 ou 40 anos, “priscas eras”como diria o saudoso Prof. Eduardo Augusto Salgado, reuníamos na casa de meu irmão Ibrahim Octavio Abrahão, para intermináveis conversas filosóficas, pequeno e seleto grupo, com o querido e saudoso amigo Washington De Jorge. Não me esqueço de uma delas sobre o tema “Ajudar o próximo” ( julgo importante lembrar que os temas surgiam durante a prosa, não eram pré determinados ). Dizia, com profunda competência Washington: “A melhor maneira de se produzir um inimigo terrível é ajudar alguém!” Maior ódio será então se advindo de fornecimento de dinheiro. Tomei tal teoria como uma das normas de meu viver. Isso não significa “Não ajudar”, significa, sim, não esperar reconhecimento!

Pois bem, tempos se passaram e nosso gênio (por favor, não esses “gênios” que narradores de futebol e quejandos usam a torto e direito!) Chico Buarque compõe sua maravilhosa poesia musicada “Injuriado,” que fala exatamente o mesmo daquela conversa; “dinheiro não lhe emprestei, favores nunca lhe fiz …”

Pois é, hoje, após o conturbado e confuso julgamento da Ação 470 tudo isso me veio à mente. O furor condenatório de Joaquim Barbosa e Luiz Fux não estaria inserido naquele contexto?

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