O amor cura e salva

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Um querido amigo escritor afirmou num texto que “o amor é o aconchego mais presente na receita da felicidade. É o ar, a água e o alimento da vida. A alegria e a vontade de viver dependem dele.” Concordo plenamente. Serei uma insistente trovadora do amor, em todas as suas instâncias.

Penso que amar é algo tão divino e arrebatador, a ponto de não exigir correspondência. O amor basta em si mesmo. Saber-se amando (a algo ou a alguém) é tão profundamente belo e enriquecedor, que se o outro não corresponder ou não souber que é amado, não faz mal. O coração vive da graça espontânea que brota independente da nossa vontade.

Amar não deixa ninguém envelhecer. O amor é o antídoto para a suposta velhice, o elixir milagroso da juventude eterna. O amor é o remédio ideal que combate todas as dores, as do corpo e as da alma. É a grande descoberta para os seres “que passam”. E estamos todos de passagem.

Ah, que o tempo não passe sem que tenhamos amado o necessário e o suficiente. Que a inexorável marcha dos ponteiros não nos encontre apáticos e insensíveis, quando ainda há tempo para dar e receber amor, todo tipo de amor. Amar pode deter a passagem do tempo: esta é a minha teoria. Abraçar o outro, saber expressar o afeto, beijar a barriga da filha que espera um menino, dizer “pai, eu te amo”, “mãe, você é maravilhosa”, fazer um elogio, tudo isso faz parar o tempo.

É este o tempo precioso, inestimável, digno. O tempo que passamos amando, o tempo gasto no amor. Nada neste mundo  concorrerá com as horas vividas na plenitude desta beleza. O amor é tudo o que precisamos nesta vida. “All you need is love” , diz uma canção dos Beatles.

Na contagem das lembranças, o passado de cada um é algo bem íntimo, nos fundamentos do coração. Quanto eu amei? Quanto me doei? Quanto abracei, beijei e disse “eu amo você”? Quantas vezes eu soube expressar meu amor, minha fé, minha esperança, não apenas para mim, mas principalmente para o outro?

Como explicar o nobre sentimento, sobretudo entre homem e mulher? Esta bênção sublime há de ser eternamente celebrada, ainda que o mundo venha a ser habitado por máquinas e robôs. Em alguma placa metálica, num pedaço de fibra ótica, no estilhaço perdido de um chip sobreviverá a memória do amor.

Que mundo árido, se não existisse o gesto generoso de estender a mão, o abraço caloroso, o beijo, a palavra acolhedora e sábia! De quantos elementos se compõe este sentimento, para que aconteça a bela revolução.

Amor! É o céu na alma! Delicadíssimo. Cristal puríssimo. Portanto, cuidado. Cuidado ao transportar a preciosa caixa do amor!…

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