Colégio Piracicabano: bons costumes e álcool

A história do mais que centenário “Colégio Piracicabano” se confunde com a da Igreja Metodista em Piracicaba. O primeiro templo metodista foi instalado em Santa Bárbara d’Oeste, em março de 1881. Em 13 setembro do mesmo ano, Miss Martha Watts criava o Colégio Piracicabano, com apenas uma aluna, Maria Escobar.

Em 1886, com o colégio sendo apoiado pelos irmãos Manuel e Prudente de Morais Barros, a escola já se fixara. O jornal “A Gazeta de Piracicaba” noticiava:

“Livre do convencionalismo que caracteriza ensno oficial a instrução almejada ali ( no Colégio Piracicabano) visa o alargamento do horizonte ental e espiritual e a investigação científica; não parando nos liites indicados para o ensino obrigatório da religião, segue o caminho da verdade, sem apreensões e sem medo. A maior importância desta instituição, porém, não se acha na instrução, nem no exercício dos seus trabalhos, mas principalmente na educação moral que, debaixo de um ambiente tão apropriado como é, fértil em bons exemplos, necessariamente resultará na regeneração dos nossos costumes.”

Por outro lado, em 1891, foi fundada, em Piracicaba, a Sociedade de Temperança. Tratava-se de iniciativa de senhoras ligadas à Igreja Metodista. O alcoolismo era uma preocupação, desde aquela época. A Sociedade, com reuniões mensais na própria igreja, acolhia apenas mulheres. Os homens, no entanto, podiam ser sócios honorários. A iniciativa espelhava-se em entidades congêneres da Inglaterra e dos Estados Unidos. Para ingressar na sociedade, as mulheres tinham que assumir o seguinte voto:

“Prometo abster-me das bebidas que possam embriagar, tais como pinga, vinho, cerveja, etc., e induzir outros a que façam o mesmo.”

O detalhe: a Sociedade de Temperança era freqüentada apenas pelos metodistas.

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